Presidente da CMO diz que reajuste a policiais federais depende de cortes

“Tudo está na mesa”, disse Rose, após uma reunião sobre a realocação de verbas para a área da educação, inclusive a possibilidade de cortes no fundo...

Publicado em

Por Agência Estado

A presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso, senadora Rose de Freitas (MDB-ES), afirmou que é preciso apontar de onde tirar recursos para dar reajuste a policiais federais, como quer o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL). De acordo com a senadora, ainda não há uma definição sobre os impasses em torno do Orçamento de 2022.

“Tudo está na mesa”, disse Rose, após uma reunião sobre a realocação de verbas para a área da educação, inclusive a possibilidade de cortes no fundo eleitoral e nas emendas parlamentares. Segundo a senadora, o novo relatório do Orçamento deve ser apresentado até esta terça-feira, 21. Uma nova reunião da CMO para votar a peça orçamentária deve ocorrer amanhã, a partir das 10h (de Brasília).

“Nós temos que fechar primeiro a educação, olhar a saúde como um todo, não pode faltar nada na saúde”, afirmou a presidente da Comissão, ao ser questionada sobre o reajuste salarial a servidores. “Quando você fala em reajustar, não é uma categoria, são várias. Esse assunto não foi ainda tratado.”

Segundo Rose, o Ministério da Economia não apontou de onde tirar recursos para reajustar os salários dos policiais. “Cortamos 50% do Ministério da Economia, imagina, eles estão rindo para a gente”, afirmou. Após uma reunião com a equipe econômica mais cedo, a senadora havia dito que ainda faltavam 11 pontos a serem fechados no Orçamento. Agora, ela disse que são apenas quatro, mas sem citar especificamente quais.

Em 16 de dezembro, o Ministério da Economia cedeu à pressão de Bolsonaro e enviou um ofício ao Congresso pedindo a inclusão do reajuste a policiais federais no Orçamento de 2022. A pasta comandada por Paulo Guedes não especificou qual seria o porcentual de reajuste para cada categoria, mas solicitou um espaço de R$ 2,86 bilhões em 2022 para elevar os salários. No cálculo da Economia, os reajustes custariam R$ 11,11 bilhões aos cofres públicos até 2024.

Fundão

“Com certeza”, disse Rose, ao responder se o fundo eleitoral poderia ser reduzido. Em seu relatório final do Orçamento de 2022, apresentado hoje, o relator, Hugo Leal (PSD-RJ), previu R$ 5,1 bilhões para as campanhas eleitorais do ano que vem.

De acordo com o senador Marcelo Castro (MDB-PI), a proposta de seu partido no Senado é que o chamado “fundão” fique entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões. Mais cedo, o parlamentar já havia criticado o valor do fundo eleitoral e defendido “parcimônia” e “comedimento” na alocação de recursos.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X