Ministério Público Eleitoral e Gaeco cumprem oito mandados de busca em Curitiba e Quatro Barras em operação que investiga crimes de corrupção

O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça da 3ª Zona Eleitoral de Curitiba e do núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação......

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Por Ministério Público do Paraná

     

     

O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça da 3ª Zona Eleitoral de Curitiba e do núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com o Instituto de Criminalística, deflagrou nesta quinta-feira, 16 de dezembro, a Operação Área Marginal, que investiga a prática de crimes de corrupção ativa e passiva e falsidade ideológica eleitoral. Os mandados foram expedidos pelo Juízo Eleitoral da 3ª Zona Eleitoral.

Os fatos investigados dizem respeito a um suposto pagamento de vantagens ilícitas a um agente público para que, em 2014, fossem alteradas restrições ambientais em parte da Área de Proteção Ambiental do Iraí, em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, de modo a permitir a instalação no local de um centro de distribuição de peças de uma montadora de veículos. São cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Quatro Barras e em Curitiba, em quatro residências e três empresas de investigados e em um escritório de contabilidade.

A área beneficiada, às margens do Contorno Leste de Curitiba (o que motivou o nome da operação), havia sido adquirida em 2010 ao preço de R$ 2 o metro quadrado. Após a edição de um decreto estadual permitindo a exploração de atividade industrial no local, uma fração do imóvel foi vendida com supervalorização de 6.500%, ao preço de R$ 130 o metro quadrado.

A investigação apura se a edição do decreto teria ocorrido por conta de possível pagamento de propina de aproximadamente R$ 5 milhões. Parte desse valor (R$ 800 mil) teria sido paga em 2014 mediante doações para a campanha eleitoral de um dos investigados, formalizadas por meio de empresas de propriedade dos beneficiários, e parte teria sido paga nos anos seguintes na forma de quitação de despesas pessoais do então candidato e seus familiares, especialmente taxas condominiais de empreendimentos imobiliários.

Apura-se ainda se outra parte da propina teria sido paga de forma diversa, inclusive com o uso de laranjas.

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