61 milhões terminaram 2019 inadimplentes, revelam CNDL e SPC Brasil

Segundo o levantamento, o número de dívidas teve recuo maior, de 3,3%, em relação a 2018. Caíram, sobretudo, os débitos com o setor de comunicação (-16,4%),...

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Por Agência Estado

O ano começou no vermelho para 61 milhões de brasileiros. Esse é o número de pessoas que terminaram 2019 inadimplentes e com o CPF restrito para contratar crédito, segundo dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), obtidos em primeira mão pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. O número representa uma queda de 0,2% na comparação anual.

Segundo o levantamento, o número de dívidas teve recuo maior, de 3,3%, em relação a 2018. Caíram, sobretudo, os débitos com o setor de comunicação (-16,4%), que engloba telefonia, internet e TV por assinatura, e as dívidas bancárias (-1,9%), como cheque especial, cartão de crédito e empréstimos. Por outro lado, subiram dívidas contraídas no comércio, via crediário (+0,9%) e os débitos básicos com água e lux (+2,1%).

A queda foi impulsionada, de acordo com a CNDL, por uma melhora gradual na conjuntura econômica e por ações pontuais como a liberação de recursos do FGTS e mutirões de negociação de dívidas. A expectativa, aponta a confederação, é de que o número de inadimplentes continue em queda, mas a passos lentos.

“A aceleração desse quadro passa pela continuidade da melhora econômica e, em especial, daquilo que toca diretamente o bolso do consumidor: emprego e renda”, destaca o estudo.

Em média, o consumidor inadimplente deve R$ 3.257,91. Segundo o levantamento, 52,8% têm dívidas de até R$ 1.000 e 47,2% possuem contas em atraso acima desse valor.

Por região, o Nordeste teve a queda mais acentuada no número de inadimplentes, 3,2% na comparação com 2018. No Sudeste, o recuo foi de 0,7%. No Norte e no Centro-Oeste, houve avanço dos devedores, de 4,8% e 3,8%, respectivamente.

O estudo aponta ainda que, enquanto a inadimplência caiu 21% na faixa entre 18 e 39 anos, mas cresceu entre 3,7% entre os idosos, de 65 a 84 anos.

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