Bolsas da Europa fecham em queda, seguindo NY e sob temores pela Ômicron

Para Michael Hewson, analista da CMC Markets, embora as preocupações do mercado com a Ômicron pareçam estar diminuindo, as dos governos parecem estar indo em direção...

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Por Agência Estado

A bolsas da Europa fecharam em queda nesta segunda-feira, 13, seguindo o movimento negativo das bolsas de Nova York. O mercado renovou os temores com relação ao avanço da variante Ômicron do coronavírus no continente, enquanto aguarda as decisões monetárias do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), na quarta-feira, e do Banco da Inglaterra (BoE) e do Banco Central Europeu (BCE), na quinta-feira.

Para Michael Hewson, analista da CMC Markets, embora as preocupações do mercado com a Ômicron pareçam estar diminuindo, as dos governos parecem estar indo em direção contrária. Para ele, o mercado está preocupado que os políticos estão reagindo de forma exagerada.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, confirmou a primeira morte em decorrência da cepa no país. No domingo, ele também alertou para o risco de um “maremoto” de casos de covid-19 em meio à disseminação da nova cepa.

Neste contexto, o índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 0,43%, aos 473,53 pontos, enquanto o londrino FTSE 100 recuou 0,83%, aos 7.231,44 pontos.

Hewson destaca que o FTSE 100 foi puxado para baixo predominantemente com a fraqueza nos setores de viagens e lazer e de energia, com os investidores reduzindo as posições antes de uma grande semana para reuniões de bancos centrais. Ações da IAG (-5,15%), Rolls Royce (-4,77%) e Just Eat Takeaway (-3,40%) foram destaques negativos.

Em Frankfurt, a queda do DAX foi apenas marginal, de 0,01%, aos 15.621,72 pontos. A alta de 10,70% da Daimler Truck Holdings, após IPO que seguiu sua separação da Mercedes, deu algum suporte ao índice.

De acordo com o analista Craig Erlam, da Oanda, no Reino Unido, já é possível ver longas filas fora dos centros de vacinação.

“Com o primeiro-ministro se recusando a descartar novas restrições antes do Natal e sua credibilidade em baixa, quem sabe o que as próximas semanas nos trarão. A esperança é que a corrida tardia para o reforço seja suficiente para salvar o Natal deste ano”, avalia Erlam.

Investidores também estão na expectativa das decisões de política monetária do Fed, BCE e BOE. Para o ING, é improvável que o Banco da Inglaterra puxe o gatilho para um aumento das taxas nesta semana, dada a incerteza substancial em torno da Ômicron.

Já quanto ao BCE, analistas esperam que ele deve sinalizar o término do seu principal programa de compra de ativos – conhecido como PEPP – em março, conforme previsto.

Para a Oxford Economics, parece ser uma conclusão precipitada que o conselho do BCE concordará em encerrar o PEPP em sua próxima reunião. “As previsões de inflação de curto prazo verão outra grande revisão em alta e com vários membros do conselho preocupados com os riscos de alta para as perspectivas, a retirada de parte do suporte de política relacionada à pandemia parece justificada”, diz a consultoria.

Nas praças ibéricas, o PSI 20 fechou em queda de 0,06% em Lisboa, aos 5.488,31 pontos, o madrilenho Ibex 35 baixou 0,45%, aos 8.322,70 pontos.

Em Paris, o índice CAC 40 cedeu 0,70%, aos 6.942,91 pontos.

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