
“Os patrões não estão ajudando em nada”, diz sogra de trabalhador que morreu ao cair de obra
Ela relatou que o jovem trabalhava sem equipamentos de proteção e tinha medo de altura....
Publicado em
Por Deyvid Alan
A CGN conversou com Gisele, sogra de Samuel Lopes dos Santos Guimarães, o trabalhador que morreu ontem (01) após cair de uma construção.
Samuel trabalhava em uma obra na Rua Francisco Guaraná de Menezes, no Bairro XIV de Novembro, quando caiu da construção e morreu no local.
O jovem de 20 anos possuía um relacionamento Monique Gabriela de 19 anos, que ainda não conseguiu se pronunciar sobre a situação, tamanho o sofrimento que está enfrentando.
Acompanhada de Denise, uma amiga da família, Gisele relatou que Samuel era muito trabalhador, pai de uma filha que mora com a avó em Três Barras do Paraná, além de assumir a filha de Monique com quem tinha uma relação.
A mulher contou com que a filha está desamparada, pois os responsáveis pela construção em que Samuel trabalhava não querem assumir as responsabilidades.
“O Samuel trabalhava em dois empregos para não deixar faltar nada para a minha filha e não importava a hora, chamou ele já estava trabalhando. Ele fazia o que podia e o que não podia para servir os patrões e agora ele diz que o Samuel morreu devendo para ele”
Ela contou que a filha está em choque, pois nesse final de semana Samuel oficializaria a união estável com Monique.
“Ele pediu a minha filha em casamento e disse que ia receber um bom dinheiro que iria fazer um churrasco para comemorarem a união estável que seria feita no sábado”.
Gisele se disse indignada e revoltada, pois os patrões não estão dando apoio à família e desde o início teriam surgido histórias diferentes sobre a morte de Samuel.
“Deixaram para nos avisar na última hora e uma notícia falsa, dizendo que ele tinha escorregado e caído. Tem mais duas ou três versões diferentes da história, dizendo que ele havia quebrado o braço e estava no hospital, só depois disseram que ele havia morrido”.
Ela relatou que o jovem trabalhava sem equipamentos de proteção e tinha medo de altura. Gisele contou que o genro sempre deixou claro que tinha medo, mas mesmo assim, fazia tudo o que pediam, era um excelente profissional.
“Ele era trabalhador e muito dedicado e começou a trabalhar com esse pessoal aqui do lado de casa e permaneceu em outras construções, e nunca vi ele usando qualquer EPI”.
Gisele questiona agora, como ficará a situação de Monique, já que Samuel fazia questão que ela ficasse em casa cuidando da filha que ele considerava como biológica. Ele trabalhava em dois empregos para não deixar faltar nada para as filhas e para a companheira Monique.
“O patrão disse que ia me dar R$ 250 reais pra eu não ficar falando coisa e R$ 300 reais para a minha filha, o que ela vai fazer com R$ 300 reais?”, questiona
O corpo de Samuel será sepultado em Três Barras do Paraná e agora Gisele não sabe o que fazer, pois não tem condições de cuidar da filha e da neta. Ela pede justiça.
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