AMP
Marina Ramos/Câmara dos Deputados

Debatedores divergem sobre proibição de propaganda voltada para o público infantil

Originalmente, a proposta em questão veda apenas a venda casada de brinquedos acompanhando lanches ou alimentos ultraprocessados (PL 4815/09). No entanto, a deputada Benedita da Silva......

Publicado em

Por Agência Câmara

Marina Ramos/Câmara dos Deputados

A restrição à publicidade de produtos voltados para o público infantil dividiu opiniões em debate realizado pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (30). O colegiado analisa proposta que pode proibir publicidade voltada ao público infantil que seja discriminatória de qualquer natureza, que incite à violência ou que explore o medo e a superstição, desrespeite os valores ambientais ou que induza o consumidor a se comportar de forma prejudicial à sua saúde ou segurança.

Originalmente, a proposta em questão veda apenas a venda casada de brinquedos acompanhando lanches ou alimentos ultraprocessados (PL 4815/09). No entanto, a deputada Benedita da Silva (PT-RJ) apresentou substitutivo que torna a restrição mais generalizada.

Para a representante da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert),  Juliana Noronha, da forma como está, a proposta inviabiliza qualquer tipo de publicidade voltada ao público infantil, o que pode levar as emissoras a suspenderem suas já restritas programações destinadas a essa faixa etária.

“Extirpar a publicidade de maneira absoluta para combater a má publicidade não é o remédio adequado para cuidar da obesidade e da alimentação saudável na população e no que a gente precisa cuidar”, disse ela.

Paula Johns, representante da ACT, organização da sociedade civil de promoção à saúde, lembrou que não existe propaganda de frutas e verduras e por isso a publicidade voltada ao público infantil de alimentos ultraprocessados e danosos à saúde deve ser restrita.

“Não é possível que não tenhamos amadurecido o suficiente para entender que esse projeto é muito importante. E reitero, ninguém está falando de proibição e muito menos proibição de brinquedos, a gente está falando dessas associações antiéticas, dessas estratégias de marketing, essas técnicas de venda que estão atingindo as nossas crianças”, afirmou.

A deputada Benedita da Silva justificou sua proposta afirmando que o tema vem sendo debatido desde 2009. Para tentar um consenso, acolheu várias das sugestões apresentadas pelos deputados. “O que nós estamos buscando é um entendimento pelas nossas crianças e pelos nossos adolescentes. Nós queremos os brinquedos, nós queremos os empregos, mas não queremos nossas crianças obesas, estimuladas pelo meio de comunicação que tem muita abrangência”, explicou.

A deputada Adriana Ventura (Novo-SP) sugeriu que a proposta seja fatiada em vários projetos menores: cada um tratando de uma parte específica do problema da publicidade em relação às crianças e não da forma global como está agora, o que inviabiliza neste momento sua aprovação por parte da comissão.

Reportagem – Karla Alessandra
Edição – Rachel Librelon

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X