Juros acompanham dólar e fecham em alta, à espera de dados de atividade

Enquanto a segunda-feira foi fraca de notícias para o mercado de renda fixa, operadores comentaram ao longo da sessão a expectativa com a agenda de indicadores...

Publicado em

Por Agência Estado

Os juros futuros fecharam a sessão desta segunda-feira, 13, com alta leve na ponta curta e aceleração firme no trecho longo da curva, à medida que a ausência de notícias locais deu espaço para especulações em relação aos próximos passos do Banco Central e para a influência do câmbio na formação de taxas. A despeito de o dólar ter subido com a perspectiva de queda na Selic, a aposta em manutenção em 4,50% passou de 52% na sexta-feira para 55% hoje.

Enquanto a segunda-feira foi fraca de notícias para o mercado de renda fixa, operadores comentaram ao longo da sessão a expectativa com a agenda de indicadores da semana. Três índices de atividade do mês de novembro saem nos próximos dias, o que pode ajudar a balizar as expectativas para o Copom de fevereiro.

Amanhã às 9h, o IBGE divulga a Pesquisa Mensal de Serviços. Pesquisa do Projeções Broadcast com 24 instituições aponta para queda de 0,15% na margem (mediana), a partir de um intervalo de -1,00% a 0,20%. Caso se confirme, será o pior resultado para o mês desde 2015 (-0,90%). Além disso, saem ainda os resultados do varejo (quarta-feira) e o IBC-Br (quinta-feira).

A taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 passou de 4,470% na sexta-feira para 4,490 (regular e estendida). A do DI para janeiro de 2023 foi de 5,680% para 5,740% (regular) e 5,730% (estendida). O janeiro de 2025 passou de 6,380% para 6,440% (regular) e 6,450% (estendida). Já o janeiro de 2027 saiu de 6,740% para 6,810% (regular) e 6,820% (estendida).

A aposta entre uma parte do mercado é de que, no conjunto, os dados vão mostrar um cenário ainda incipiente na atividade econômica. Para operadores, especialmente do mercado de câmbio, isso abriria espaço para a redução da Selic a 4,25% em fevereiro. A expectativa é a mesma que consta na Focus desta semana. Como o câmbio é um dos componentes para a formação de taxas, a curva de juros passou a inclinar.

Embora tenha circulado nas mesas a possibilidade de novo corte nos juros, as apostas de queda na Selic após o Copom de fevereiro cederam em relação a sexta-feira. Nos cálculos do economista-chefe do Haitong Banco de Investimento, Flavio Serrano, elas passaram de 48% na sessão anterior para 45% hoje.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X