SP: Nunes diz que reajuste da tarifa de ônibus será decidida com prefeitos

O prefeito disse que é “natural” que se discuta a questão tarifária no último trimestre e pontuou que pesa para o tema o aumento no preço...

Publicado em

Por Agência Estado

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), declarou nesta sexta-feira (5) que apesar de o governo do Estado já estudar um reajuste na tarifa do transporte público, ainda não há nada definido sobre o tema. O prefeito ressaltou que uma decisão sobre um possível aumento será tomada entre as prefeituras da região metropolitana e declarou que aguarda subsídio do governo federal.

O prefeito disse que é “natural” que se discuta a questão tarifária no último trimestre e pontuou que pesa para o tema o aumento no preço do diesel ao longo do último ano. “Com 65,2% de aumento no diesel, não tem como, a gente tem que ter essa transparência, dizer que isso não vai refletir no custo do transporte”, disse, em entrevista coletiva.

Sobre a necessidade de um subsídio do governo federal, Nunes reiterou que a união dos prefeitos nacionais tem uma demanda junto ao governo federal há muito tempo. “Isso tem sido discutido há muito tempo, para o governo federal ajudar com o subsídio do transporte coletivo, porque quando você faz subsídio do transporte coletivo é uma política pública muito importante”, disse.

Nunes participou de entrevista coletiva na manhã desta sexta, durante inauguração da estação João Dias da linha 9-Esmeralda da CPTM.

Exoneração

Contra a indicação do Ministério do Trabalho, Nunes afirmou que “não vai recuar” e que a capital vai manter as demissões por justa causa de servidores não vacinados contra a covid-19. De acordo com o prefeito, essa é uma medida para reforçar a importância da imunização à população.

Em sua avaliação, a atitude do ministério foi “deselegante, inclusive, chata, porque todo mundo está indo na linha de defender a vida, de valorizar a vacina, e acaba que vem uma portaria dessa e incentiva o contrário”. Segundo ele, a Prefeitura só irá reverter sua posição a partir de uma decisão judicial. “Decisão judicial se cumpre”, pontuou.

Na terça-feira (2), o ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, editou uma portaria para proibir os empregadores de exigirem o certificado de vacinação de seus funcionários ou de impor o documento como obrigatório nos processos de seleção para contratação de pessoal.

Pela portaria, as empresas também não poderão demitir por justa causa aquelas pessoas que se recusarem a apresentar o cartão da vacina. Se o fizerem, terão de reintegrar ou ressarcir os demitidos. Na quinta-feira (4), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, defendeu a portaria e classificou como “drástico” o movimento que exige a obrigatoriedade do esquema vacinal completo para manutenção dos empregos.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X