Cano perde pênalti, Guarani marca, despacha Vasco e se aproxima do G4 na Série B

O treinador vascaíno, inclusive, foi alvo de críticas dos torcedores do Guarani, que lembraram a passagem relâmpago dele pelo clube. Antes mesmo de estrear, ele acabou...

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Por Agência Estado

O jogo entre Guarani e Vasco teve um roteiro de cinema na noite desta quinta-feira, no Brinco de Ouro da Princesa, pela 33ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Com direito a pênalti defendido por Rafael Martins, batido por Cano, e contra-ataque fatal, que acabou com gol de Pablo, o time campineiro entrou de vez na briga pelo acesso ao vencer o time dirigido por Fernando Diniz por 1 a 0.

O treinador vascaíno, inclusive, foi alvo de críticas dos torcedores do Guarani, que lembraram a passagem relâmpago dele pelo clube. Antes mesmo de estrear, ele acabou saindo para comandar o Athletico-PR. Gritos de ‘mercenário’ ecoaram pelas arquibancadas do estádio.

A vitória fez o Guarani colar no G4. O time chegou aos 52 pontos, apenas dois a menos do que o Goiás (54), quarto colocado. O Vasco, por sua vez, perdeu chance de se aproximar da zona de acesso e praticamente selou sua permanência na divisão, agora, com 47 pontos.

Antes de a bola rolar, o Guarani homenageou o volante Mavile com uma medalha comemorativa e um pôster do time campeão brasileiro de 1978. Por estar tratando uma lesão, ele perdeu a “foto de campeão” e consequentemente a medalha.

O jogo começou nervoso e o Guarani escapou de perder Rodrigo Andrade logo aos dois minutos. O volante deu uma entrada dura, de sola, e Leandro Castán. Vuaden economizou no cartão e aplicou apenas o amarelo. Com 11 contra 11, o time bugrino foi para cima, apoiado por seus torcedores, e viu Júnior Todinho rodar uma linda bicicleta. O gol não saiu, pois Lucão fez um milagre.

O goleiro vascaíno continuou como o principal nome da equipe no primeiro tempo. O Vasco inverteu as linhas, tentou variações, mas encontrou extrema dificuldade para conseguir pressionar o Guarani, que perdeu o ímpeto após Júnior Todinho deixar o campo lesionado, fato que deu gás para o clube carioca conseguir crescer na reta final.

A grande chance do Vasco foi aos 45 minutos. Riquelme recebeu de Marquinhos Gabriel e carimbou a trave. Andrey também tentou, mas não conseguiu acertar o alvo. Já o atacante Cano, isolado no setor ofensivo, pouco apareceu e não conseguiu criar um lance sequer de perigo para a equipe visitante.

No segundo tempo, o Guarani amassou o Vasco nos minutos iniciais, mas a bola insistiu em não entrar. Após trama pela direita, Rodrigo Andrade arriscou o chute e jogou no travessão. No rebote, a bola ficou viva dentro da área e Bruno Sávio exigiu nova defesa do goleiro Lucão. A partir daí o duelo caiu de produção e foi ganhar em emoção apenas no fim.

E o Vasco foi do céu ao inferno em instantes. Enquanto Lucão salvava o time carioca, o árbitro, com ajuda do VAR, assinalou pênalti após toque de mão de Bidu. Cano foi para a cobrança e, como o destino é traiçoeiro, Rafael Martins, que vinha fazendo, até então, uma partida discreta, fez a defesa.

O Vasco continuou pressionando, mas não contava com uma arrancada do time bugrino. Riquelme tentou afastar a bola, mas errou e viu a bola sobrar para Pablo. O lateral invadiu a área e chutou com força para superar Lucão, um dos destaques do jogo, e colocar a equipe campineira na briga pelo acesso.

Na próxima rodada, o Vasco duela contra o Botafogo no domingo, às 16h, em São Januário, no Rio. No mesmo dia, às 18h15, o Guarani visita o Vila Nova, no OBA, em Goiânia (GO).

FICHA TÉCNICA

GUARANI 1 X 0 VASCO

GUARANI – Rafael Martins; Diogo Mateus (Mateus Ludke), Thales, Ronaldo Alves e Bidu; Bruno Silva, Rodrigo Andrade (Índio) e Régis (Andrigo); Júlio César (Pablo), Bruno Sávio e Júnior Todinho (Allan Victor). Técnico: Daniel Paulista.

VASCO – Lucão; Zeca (Léo Matos), Ricardo Graça (Daniel Amorim), Leandro Castan e Riquelme (MT); Andrey (Jhon Sánchez), Bruno Gomes, Marquinhos Gabriel e Nene; Morato (Gabriel Pec) e Cano. Técnico: Fernando Diniz.

GOLS – Pablo, aos 43 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO – Leandro Vuaden (RS).

CARTÕES AMARELOS – Índio e Rodrigo Andrade (Guarani); Jhon Sánchez e Riquelme (Vasco).

RENDA – R$ 110.545,48.

PÚBLICO – 4.666 torcedores.

LOCAL – Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP).

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