Smart fit compra fatia da rede mexicana Sports World

O trabalho não vai ser tão simples. Isso porque, como o próprio Corona já definiu, a Sports Word é uma “Bio Ritmo das antigas”. Antes de...

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Por Agência Estado

Seis meses após anunciar a intenção de incorporar a operação da rede de academias mexicana Sports World, a Smart Fit bateu o martelo. A companhia irá comprar apenas 10% da empresa agora, mas pode aumentar a sua participação no futuro. Segundo Edgard Corona, presidente e fundador da Smart Fit, a empresa ajudará a atual gestão a melhorar os resultados e, depois, pode aumentar a sua participação na composição acionária.

O trabalho não vai ser tão simples. Isso porque, como o próprio Corona já definiu, a Sports Word é uma “Bio Ritmo das antigas”. Antes de criar o modelo da Smart Fit, que consiste na construção de academias com aparelhos robustos, mas sem tantos professores à disposição dos alunos, o empresário apostava no modelo da Bio Ritmo, voltado para as classes A e B e com uma série de aulas especiais e com unidades que contam até mesmo com piscinas.

Esse modelo, no entanto, não se mostrou viável para um projeto em escala maior. Mas, após o início da Smart Fit, Corona começou a melhorar as margens da sua bandeira mais cara, e é algo que ele quer levar também para o México. Enquanto nas academias da Sports World a margem gira entre 15% a 20%, a das academias da Smart Fit alcança entre 35% e 40%.

“Essa compra de participação nos permitirá interagir mais com os controladores e formatar melhor a operação. E, estando dentro da empresa, é mais fácil ter conhecimento da operação e criar novos planos de voo”, afirma Corona.

MIL UNIDADES.
A Smart Fit, apesar dos percalços da pandemia, acabou de alcançar a sua milésima unidade em toda a América Latina. E, agora, com as reaberturas mais firmes com o avanço da vacinação entre todo o continente, Corona espera retomar os números que fizeram a empresa chamar a atenção dos investidores. No segundo trimestre, no entanto, a geração de caixa ainda foi negativa: o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) foi negativo em R$ 13,7 milhões entre abril e junho.

As inaugurações, segundo Corona, estão voltando ao patamar pré-pandemia. Para 2021, é provável que se alcancem, pelo menos, 170 unidades abertas, patamar que deve se repetir no próximo ano.

Como a empresa tem praticamente metade da operação fora do Brasil, o momento complicado do País, com alta dos juros, inflação e dólar, não preocupa tanto. De acordo com Corona, por causa de alguns equipamentos importados, apenas 10% dos custos das aberturas das academias são em dólar, o que não impacta tanto no fim das contas. Além disso, como a expansão também é feita por meio de franquias e a empresa está capitalizada após a estreia na Bolsa, o ritmo de aberturas segue o mesmo.

NO DIGITAL. A companhia quer implementar a sua área digital e de serviços. O primeiro segmento é puxado pelo serviço de streaming Queima Diária, adquirido em julho de 2020, que fez com que a empresa alcançasse 435 mil clientes no segundo trimestre deste ano.

Contudo, trata-se de um número estável em relação ao trimestre anterior. Corona acredita que, mesmo com a vida voltando ao normal com um eventual fim da pandemia, muitos irão continuar na plataforma, que cobra a partir de R$ 29,90 para se ter acesso a diversos tipos de treinos.

Já o de serviços tem como principal produto o Smart Fit Nutri, que é o serviço de acompanhamento nutricional que alcançou 7% da base de clientes da empresa.

Mesmo assim, as ações da companhia caíram nos últimos meses. Puxada para baixo com o momento ruim do mercado, a Smart Fit viu as suas ações caírem 16,4% nos últimos 30 dias, enquanto o Ibovespa perdeu perto de 5%.

Corona acredita que se trata de um momento passageiro e que a empresa e os acionistas voltarão a enxergar valor na empresa em breve. “Estamos em um momento turbulento, sempre olhamos o longo prazo e sabemos que vamos entregar uma valorização para o acionista”, diz o empresário.

Para Matheus Santos, especialista da Valor Investimentos, o fato de a empresa manter o ritmo de expansão inibe que rivais possam encontrar espaços para incomodar a líder. “Acredito que o mercado penalizou a empresa por ela ainda ser nova no mercado, mas tem um bom viés de crescimento”, diz Santos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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