AMP

Juros fecham em queda com alívio no câmbio e melhora na percepção sobre inflação

Se o dólar foi a principal fonte de pressão no começo da tarde, com alta de 0,7%, a moeda americana também contribuiu para o gradual acomodação...

Publicado em

Por Agência Estado

O relativo alívio visto nos negócios internacionais também chegou aos juros, que renovaram mínimas sequenciais no período da tarde, especialmente no trecho mais curto. A tensão da manhã deu lugar a fundamentos no mercado, e os investidores passaram a ponderar que há sinais de que o choque de carnes bovinas ficou concentrado em 2019 e que a tensão entre Estados Unidos e Irã diminuiu.

Se o dólar foi a principal fonte de pressão no começo da tarde, com alta de 0,7%, a moeda americana também contribuiu para o gradual acomodação dos juros ao longo da tarde.

Getúlio Ost, gestor de renda fixa da Porto Seguro Investimentos, explica que, além da inversão do sinal da moeda americana, a ampliação do recuo nas cotações do petróleo abriu espaço para a baixa na curva.

“No mais, há sinais de que a inflação está cedendo rápido, o que ajuda especialmente a parte mais curta a fechar”, afirma Ost, citando especialmente as pesquisas de inflação na ponta.

Em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o coordenador do IPC da Fipe, Guilherme Moreira, salientou que a proteína bovina – uma das principais causas da aceleração recente do indicador – mostrou leve queda na ponta na última semana de dezembro. O índice subiu 0,94% no último mês do ano, mais do que em novembro (0,68%), mas menos do que apontava a mediana das estimativas na pesquisa Projeções Broadcast, de 1,23%. E foi menor do que a taxa da terceira quadrissemana do mês passado (+1,14%), fechando 2019 em 4,4%.

Para o gestor de renda fixa da Absolute Invest, Maurício Patini, a percepção do mercado é que o choque de carnes vai “voltar rápido”, o que contribuiu para a queda no trecho da curva de juros mais sensível à política monetária.

Desta forma, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 fechou a sessão regular e a estendida no menor nível desde 30 de outubro, a 4,485%, de 4,525% ontem no ajuste.

Parte do mercado começa a reconhecer, contudo, o risco de que o incêndio de grandes proporções que atinge a Austrália – um dos principais exportadores de proteínas do mundo – pressione a disponibilidade do produto no mercado internacional e dê sobrevida à inflação do grupo no mercado interno, ainda que não se trate de um cenário base.

Nos demais vencimentos, a taxa do DI para janeiro de 2023 passou de 5,820% para 5,780% (regular) e 5,760% (estendida). O DI para janeiro de 2025 terminou com taxa de 6,440% (regular) e 6,430% (estendida), de 6,460%. O DI para janeiro de 2027 encerrou a sessão regular com taxa de 6,790%, mesmo nível do ajuste de ontem, e a estendida em 6,770%.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X