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Minas e Energia faz mudança em secretaria com apoio do presidente do Senado

Em um aceno ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), responsável por pautar projetos de interesse do Ministério de Minas e Energia, o ministro Bento...

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Minas e Energia faz mudança em secretaria com apoio do presidente do Senado
Em um aceno ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), responsável por pautar projetos de interesse do Ministério de Minas e Energia, o ministro Bento Albuquerque deve renovar sua equipe com o diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) Rodrigo Limp e a secretária adjunta de Petróleo e Gás da pasta, Renata Beckert Isfer.

Hoje diretor da Aneel, Limp foi servidor na agência por oito anos, onde atuou como especialista em regulação. Engenheiro elétrico de formação, tem mestrado e MBA e é considerado um bom técnico da área. Nos bastidores, fontes apontam que tem uma relação próxima com Alcolumbre.

Com a saída do secretário de Energia Elétrica, Ricardo Cyrino, por razões pessoais, Albuquerque conversou com Limp para sondá-lo sobre o cargo. De acordo com o MME, o secretário-adjunto de Energia Elétrica, Domingos Romeu Andreatta, assumirá o cargo interinamente. Procurados, Alcolumbre, Limp e o MME não comentaram.

Cyrino é o segundo secretário da equipe de Bento Albuquerque a deixar o cargo. No início de setembro, Márcio Félix, secretário de Petróleo e Gás do MME, anunciou sua saída, e Renata Beckert Isfer assumiu o cargo interinamente. A pasta confirmou que ela foi escolhida pelo ministro para ficar definitivamente no cargo, mas sua efetivação ainda depende de publicação no Diário Oficial da União.

Alcolumbre, ainda que não tenha indicado os nomes, deu apoio às suas nomeações. Limp, que assumiu mandato na Aneel em maio de 2018, foi consultor legislativo da Câmara por quatro anos. No Legislativo, atuou na tramitação da Medida Provisória 735/2016, que viabilizou a privatização das distribuidoras da Eletrobras no Norte e Nordeste e a transferência da gestão dos fundos setoriais da estatal para a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

A MP 735 foi relatada pelo ex-deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), a quem é atribuída a indicação de Limp para o órgão regulador. O diretor da Aneel também trabalhou no projeto de privatização da Eletrobras, igualmente relatado por Aleluia, mas arquivado antes de ser aprovado.

Cabe a Alcolumbre pautar diversos projetos de lei de interesse do MME, como o do GSF - até agora, não aprovado pela Casa - e a própria proposta de privatização da Eletrobras. Embora ainda não tenha sido apresentado ao Legislativo, o projeto já sofre resistência pública do presidente do Senado.

A efetivação de Renata Beckert Isfer também deve contribuir com a relação do MME e o Senado. Procuradora da Advocacia Geral da União (AGU), ela foi consultora jurídica do ministério durante o governo Michel Temer e é secretária adjunta na pasta de petróleo e gás desde o início do governo Jair Bolsonaro. É casada com Diego Franco, também procurador da AGU, atualmente lotado no gabinete do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

Com a saída de Limp, será aberta uma nova vaga na diretoria da Aneel. Caberá ao ministro de Minas e Energia submeter um novo nome para o cargo durante o período remanescente do mandato, até maio de 2022. Mas o Broadcast apurou que o diretor-geral da Aneel, André Pepitone, apoia os nomes dos superintendentes Carlos Eduardo Cabral e Christiano Vieira da Silva, ambos da Aneel. O novo nome também terá que passar por sabatina no Senado para assumir o cargo.

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