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Cascavel

Quem é este rapaz? Com pistas que indicam região de Guaíra, prefeitura tenta identificar família

O jovem diz que a mãe se chama Domingas e a irmã Cintia; ele pode ter origem indígena ou ser do Paraguai...

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Quem é este rapaz? Com pistas que indicam região de Guaíra, prefeitura tenta identificar família

Há cerca de quatro meses a Casa Pop, serviço da prefeitura que abriga moradores de rua, no Bairro Santa Felicidade, em Cascavel, é a casa dele. A casa de origem, no entanto, ainda é um mistério. Ele não sabe nem o próprio nome e está sendo chamado de Junior, enquanto o Município tenta descobrir qual sua história e como veio parar na cidade.  

Aos poucos a equipe tenta conseguir informações que possam ajudar na busca. O jovem diz que a mãe se chama Domingas e a irmã Cintia. Ele tem feições indígenas e no pouco que fala tem sotaque.

"Pensamos que ele pode ser do Paraguai ou de alguma aldeia. Uma pessoa afirmou que já havia visto ele em Guaíra. Já entramos em contato com vários grupos indígenas, mas a família não foi localizada", comenta a encarregada do serviço, Ana Laura Egewarth.

O jovem foi encontrado pela Polícia Rodoviária Federal perambulando em uma rodovia. A partir das digitais não foi possível encontrar emissão de RG e ninguém nunca o procurou.

Depois do acolhimento a equipe percebeu que ele tem traços de autismo. Não conversa, desvia o olhar. Jogar bola é uma das atividades que ele gosta. Ele foi encaminhado para atendimento de saúde e está medicado. Ele já chegou a pedir para deixar o acolhimento, mas não teria condição de gerir sozinho a própria vida, daí a importância de encontrar a família.

Outros casos

Junior não é o único rapaz com origem desconhecida no serviço. Em agosto um rapaz que aparenta ter pouco mais de 20 anos foi encontrado no Centro da cidade, também sem saber dizer o próprio nome, nem de onde veio. O caso deste rapaz é ainda mais intrigante porque ele apresentou comportamentos como comer com as mãos e defecar em qualquer lugar, ou seja, aparentemente não tinha referência sobre hábitos básicos.

Há ainda um caso que foi parar na justiça de um jovem acolhido há quatro anos. Ele recebeu o nome de Eduardo Galvão, ganhando uma certidão de nascimento, depois de todos estes anos sem que a família fosse encontrada. 

Informações pelo telefone 3902-1765.


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