Curva de juros devolve prêmios de risco com varejo e melhora de humor externo

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 recuou de 9,26% para 9,065% e a do DI para janeiro de 2025, de...

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Por Agência Estado

Os juros fecharam o dia em baixa, na esteira da melhora de humor no exterior, que também enfraqueceu a demanda por dólares, e também respondendo à conjuntura ruim para a atividade, reforçada nesta quarta-feira pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), em meio ainda à estabilização dos retornos dos títulos americanos.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 recuou de 9,26% para 9,065% e a do DI para janeiro de 2025, de 10,275% para 10,10%. O DI para janeiro de 2027 encerrou com taxa de 10,50%, de 10,653%.

No meio da tarde desta quarta, o alívio chegou a superar 20 pontos em alguns contratos, acompanhando a melhora no mercado de moedas, após declarações do líder da minoria do Senado americano, Mitch McConnell, que animaram o mercado quanto a uma solução imediata para a questão do teto da dívida dos Estados Unidos.

Internamente, na sequência da queda de 0,7% da produção industrial em agosto na margem, mais forte do que o consenso das estimativas (-0,4%), nesta quarta o IBGE informou que as vendas no varejo naquele mês tiveram retração de 3,1% (restrito) e de 2,5% (ampliado) ante julho. Ambos os resultados ficaram bem abaixo do piso das estimativas coletadas pelo Projeções Broadcast, de -1,4% e -1,8%.

“É possível que tenhamos uma chuva de revisões para baixo no PIB de 2021”, disse o economista-chefe da Western Asset, Adauto Lima.

Os dados ainda não justificam mudanças no quadro de apostas para a Selic, também porque o cenário fiscal segue cheio de indefinições. “Ninguém está mudando previsão de Selic por causa dos números. O que, sim, pode provocar algum ajuste é o IPCA na sexta-feira”, afirmou o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Camargo Rosa. “O dado de setembro pode ser a última surpresa negativa em termos de IPCA”, completou.

Na quarta-feira, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, havia dito que “o pior mês deve ser setembro”.

No levantamento do Projeções Broadcast, a mediana para o IPCA é de 1,25%, que, se confirmada, será a mais alta para setembro desde 1994. A pesquisa mostra ainda expectativa de avanço para os principais preços de abertura.

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