Dólar recua na abertura com realização de ganhos, mas PIM e exterior limitam

O dólar futuro de novembro fechou ontem com valorização de 1,73%, a R$ 5,4775. Os ajustes de baixa, no entanto, são limitados pela alta dos juros...

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Por Agência Estado

O dólar operou em baixa nos primeiros negócios do dia com uma realização parcial, após subir a R$ 5,4465 no mercado à vista na segunda-feira – maior nível desde 27 de abril -, elevando o ganho acumulado a 5% em 30 dias.

O dólar futuro de novembro fechou ontem com valorização de 1,73%, a R$ 5,4775. Os ajustes de baixa, no entanto, são limitados pela alta dos juros dos Treasuries e da moeda americana no exterior.

As quedas da produção industrial brasileira em agosto e interanual maiores que as medianas das projeções do mercado em cenário de falta de insumos, inflação elevada e alta da taxa Selic também são levadas em conta, restringindo a perda da moeda americana, segundo operadores.

A produção industrial caiu 0,7% em agosto ante julho, na série com ajuste sazonal, divulgou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio abaixo da mediana (-0,4%) das expectativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde uma queda de 1,20% a alta de 0,70%.

Com o resultado, a indústria acumula perda de 2,3% em três meses de quedas consecutivas e opera 2,9% abaixo do patamar de fevereiro de 2020, no pré-pandemia. Em relação a agosto de 2020, a produção recuou 0,7% e essa queda também veio mais forte do que a mediana (-0,1%), que tinha estimativas que variavam de um recuo de 2,10% a elevação de 1,70%.

Em 2021, a indústria acumula alta de 9,2% e, em 12 meses, avanço de 7,2%.

De outro lado, a alta do dólar ante pares emergentes do real, como peso mexicano, perdeu força há pouco diante do avanço do petróleo, e favorece a realização parcial no câmbio local. A commodity está subindo mais de 1,5% há pouco, ainda em reação à decisão de ontem da Opep+, durante reunião ministerial, de manter o acordo existente para retorno gradual da oferta do grupo.

Nos EUA, uma piora do déficit comercial em agosto foi divulgada nesta terça-feira. O déficit comercial dos Estados Unidos aumentou 4,2% em agosto ante julho, a US$ 73,3 bilhões, segundo dados publicados hoje pelo Departamento do Comércio americano. O resultado veio bem acima da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam déficit de US$ 70,7 bilhões.

Já a secretária do Tesouro americano, Janet Yellen, afirmou em entrevista à CNBC que um default da dívida do governo dos Estados Unidos seria “catastrófico” pois minaria a confiança no país, poderia prejudicar o status de moeda de reserva do dólar e levaria a principal potência mundial a uma recessão.

Yellen voltou a pressionar congressistas a aprovarem com emergência a elevação do teto da dívida, o qual ela chamou de “arbitrário”. Para ela, esta é uma responsabilidade bipartidária e deve ser cumprida até 18 de outubro, quando o Tesouro estima que esgotarão os recursos do governo para o pagamento de suas obrigações.

No mercado de câmbio, às 9h30, o dólar caía 0,18%, a R$ 5,4377. O dólar para novembro cedia 0,36%, a R$ 5,4580.

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