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Com sete variantes do coronavírus descobertas pelo mundo, três já foram identificadas em Cascavel

As duas mais frequentes são a Delta com 85% e a Gamma com 15%....

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Por Deyvid Alan

Desde o final de 2019, o coronavírus tem mudado o jeito das pessoas de pensar, trabalhar e conviver, obrigando as autoridades a tomarem medidas que possam minimizar o grande impacto que esse vírus, identificado primeiramente na China, impôs.

Denominado SARS-CoV-2, ele causa a COVID-19 e foi detectado no Brasil, pela primeira vez, na cidade de São Paulo. Um turista brasileiro, recém chegado da Itália, um dos epicentros da pandemia no começo de 2020, apresentou os sintomas dessa doença até então desconhecida.

De lá para cá, o país vive em contínuo estado de calamidade pública. Mais de 20 milhões de pessoas contraíram o vírus e dessas, mais de 580 mil morreram. No mundo, o número de mortes chega perto de 5 milhões.

Um dos grandes desafios impostos e vencido foi a produção de uma vacina que pudesse conter o alastramento desenfreado da doença. Coronavac, AstraZeneca, Pfizer, Moderna, Jansen, Covaxin, diversos laboratórios conseguiram em tempo recorde elaborar vacinas que pudessem minimizar a força do vírus em contato com o organismo.

No entanto, o surgimento de diversas variantes mostrou que o desafio para a ciência é ainda maior e que a busca por medicamentos e vacinas plenamente eficazes para evitar o contágio e a disseminação do vírus, ainda se fazem necessários.

Alpha, Beta, Gamma, Gamma Plus, Delta, Lambda e, mais recentemente, a Mu que foi identificada na Colômbia, são as variantes que têm provocado novos casos da doença nos quatro cantos do mundo e impedido que a nossa rotina volte ao normal.

Em Cascavel, desde o início da pandemia, o laboratório Biovel realizou mais de 80 mil exames que o tornaram referência nacional. O material coletado dos milhares de pacientes que realizaram exames para detectar o vírus, orientados por indicação médica, foi catalogado e colocado em um banco de dados para que fosse realizada a genotipagem e identificação das variantes do coronavirus circulantes em nosso meio.

Nesse processo, os pesquisadores Álvaro Largura, doutor em ciências farmacêuticas e a pós doutora em bioquímica e biologia molecular, Angélica Regina Cappellari, conseguiram identificar as variantes do vírus que estavam circulando no município.

A metodologia utilizada pelos pesquisadores é a genotipagem para auxiliar no levantamento epidemiológico do que está circulando. Essa ferramenta não substitui o sequenciamento genético das variantes, mas permite às autoridades sanitárias tomarem medidas profiláticas para conter o avanço das contaminações e aos médicos, o manejo correto da doença e, dessa forma, evitar graves infecções que superlotaram UTI’s em todo mundo.

Em Cascavel, foram dois picos da doença: um em 2020, ocasionado pelo vírus selvagem, e outro em 2021, provocado pela variante de Manaus, que recebeu a denominação de Gamma.

No entanto, três variantes já foram identificadas no município, a Gamma (P1/Manaus), a Delta (Indiana) e a Zetta (P2/BR). As duas mais frequentes são a Delta com 85% e a Gamma com 15%.

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