Cautela com 7 de setembro e feriado nos EUA deixa Ibovespa na defensiva

A comemoração ao Dia do Trabalho, nesta segunda-feira nos Estados Unidos, deixa o mercado à vista de ações fechados por lá e deve minguar o volume...

Publicado em

Por Agência Estado

Expectativa com os protestos a favor e contra o presidente da República, Jair Bolsonaro, na terça-feira, 7, Dia da Independência, deixa o Ibovespa na defensiva nesta segunda-feira, 6. Isso porque os protestos, especialmente os favoráveis ao governo, tendem a inflar ainda mais atos antidemocráticos, elevando a já tensa relação entre os Poderes. Consequentemente, este cenário pode deixar o investidor ainda mais cauteloso em relação ao fiscal, à pauta de reformas.

A comemoração ao Dia do Trabalho, nesta segunda-feira nos Estados Unidos, deixa o mercado à vista de ações fechados por lá e deve minguar o volume de negócios no Ibovespa, abrindo ainda espaço para instabilidade. Na terça, também a B3 ficará fechada, em razão do feriado de 7 de setembro.

As bolsas europeias e os índices futuros norte-americanos sobem moderadamente, em meio a sinais de manutenção de estímulos nos EUA e de que China e Japão devam anunciar mais incentivos fiscais. Ainda assim, pode ser insuficiente para aliviar consideravelmente nesta segunda-feira Ibovespa, que fechou com elevação de apenas 0,22% na sexta-feira, a 116.933,24 pontos.

Os manifestos programados para terça serão um teste importante para o presidente Bolsonaro, que vê sua popularidade em baixa e tendo dificuldade para avançar na agenda de reformas e em ações populistas, consideradas relevantes para garantir sua reeleição.

A tumultuada relação entre Bolsonaro e o Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou ingrediente novo na sexta-feira. Após novas ameaças do mandatário – afirmou que o 7 de Setembro será “ultimato” a dois ministros do STF -, há relatos de que acabou a boa vontade da Corte para ajudar o governo a encontrar uma solução para o gasto de R$ 89 bilhões com o pagamento dos precatórios.

“Sem um sinal consistente do exterior, os ativos devem continuar respondendo ao conturbado panorama doméstico, que tende a ser agravado pelas manifestações de amanhã e pela manutenção da linha conflituosa adotada pelo Planalto em relação ao STF”, ressalta em nota o economista Silvio Campos Neto, sócio da Tendências Consultoria Integrada.

A notícia deve reforçar a expectativa de cautela do investidor nesta segunda na Bolsa, assim como o recuo expressivo nas cotações do minério de ferro no mercado futuro e à vista da China, além do declínio do petróleo no exterior. No entanto, sinais de que o governo japonês e o chinês pretendem adotar novas medidas de estímulos podem atenuar possível desconforto dos investidores.

Em contrapartida, as ações do setor de proteína ficam no radar em meio à confirmação de casos da doença chamada de ‘mal da vaca louca’ no Brasil, suspendendo as exportações de carne bovina para a China.

Às 10h24, o Ibovespa cedia 0,34%, a 116.708,23, variando entre a mínima diária a 116.155,78 pontos e máxima a 116.925,96 pontos.

O índice brasileiro iniciou o pregão renovando mínimas, especialmente por ações mais negociadas pesando: as blue chips Vale e Petrobras. Às 10h26, os papéis da mineradora cediam 2,26%, influenciando outras ações como Usiminas PNA (-2,465) e CSN ON (-2,70%), na esteira do recuo de cerca de 8,5% do minério na China, diante de sinais de divergência entre oferta e demanda. Já Petrobras (PN: -0,46% e ON: -0,95%) caía apesar das cotações próximo a zero do petróleo no exterior.

Como na terça a B3 ficará fechada, a cautela tende a acometer os investidores brasileiros, “esperando passar essa sequência de feriados, para voltar a olhar mais de perto para a Bolsa”, cita em nota Pietra Guerra, especialista em ações da Clear Corretora.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X