Focus: IPCA para 2021 passa de 7,11% para 7,27%, acima do teto da meta de 5,25%

O relatório Focus trouxe ainda nesta segunda-feira a projeção para o IPCA em 2023, que seguiu em 3,25%. No caso de 2024, a expectativa continuou em...

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Por Agência Estado

A projeção do mercado financeiro para a inflação em 2021 se distanciou ainda mais do teto da meta perseguida pelo Banco Central (BC). Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA – o índice oficial de preços – este ano, conforme o Relatório de Mercado Focus, de alta de 7,11% para 7,27%. Há um mês, estava em 6,79%. A projeção para o índice em 2022 foi de 3,93% para 3,95%. Quatro semanas atrás, estava em 3,81%.

O relatório Focus trouxe ainda nesta segunda-feira a projeção para o IPCA em 2023, que seguiu em 3,25%. No caso de 2024, a expectativa continuou em 3,00%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,25% e 3,00%, respectivamente.

A projeção dos economistas para a inflação segue bem acima do teto da meta de 2021, de 5,25%. O centro da meta para o ano é de 3,75%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). A meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%), enquanto o parâmetro para 2023 é de inflação de 3,25%, com margem de 1,5 ponto (de 1,75% a 4,75%). Já para 2024 a meta é de 3,00%, com margem de 1,5 ponto (de 1,5% para 4,5%).

Últimos 5 dias úteis

A projeção mediana para o IPCA de 2021 atualizada com base nos últimos 5 dias úteis passou de 7,18% para 7,46%, conforme o Relatório de Mercado Focus. Houve 59 respostas para esta projeção no período. Há um mês, o porcentual calculado estava em 6,88%.

No caso de 2022, a estimativa do IPCA dos últimos 5 dias úteis seguiu em 3,92%. Há um mês, estava em 3,81%. A atualização no Focus foi feita por 58 instituições.

Outros meses

Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA em agosto de 2021, de alta de 0,54% para 0,60%. Um mês antes, o porcentual projetado era de 0,44%. Para setembro, a projeção no Focus foi de alta de 0,45% para 0,50% e, para outubro, foi de 0,37% para 0,39%. Há um mês, os porcentuais indicavam elevações de 0,35% em ambos os meses. A inflação suavizada para os próximos 12 meses passou de elevação de 4,39% para 4,52% de uma semana para outra – há um mês, estava em 4,47%.

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