China rechaça sanções contra o Afeganistão e faz críticas aos EUA

Segundo o porta-voz, o regime chinês está preparado para ajudar o vizinho Afeganistão a se reconstruir. Ele ainda pediu que a comunidade internacional considere como prevenir...

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Por Agência Estado

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin criticou nesta terça-feira, 24, a possibilidade de que a comunidade internacional imponha sanções contra o Afeganistão, como teria sido aventado pelo Reino Unido, após o Taleban voltar ao poder no país. Durante entrevista coletiva, o porta-voz ressaltou que o Afeganistão é um “Estado soberano” e precisa de ajuda da comunidade internacional na sua reconstrução, criticando ainda a intervenção militar americana. Em outro momento, Wang também teceu críticas aos EUA por sua postura na busca pela origem da covid-19 e rechaçou que Pequim não seja transparente nessa questão.

Segundo o porta-voz, o regime chinês está preparado para ajudar o vizinho Afeganistão a se reconstruir. Ele ainda pediu que a comunidade internacional considere como prevenir intervenções militares similares como a ocorrida no país, “sob o pretexto da democracia”. E também censurou Washington pela retirada unilateral, “sem consultar nem mesmo seus aliados”.

O porta-voz ainda comentou uma notícia divulgada pelo jornal americano Mercury News, segundo a qual a primeira morte por covid-19 em solo americano teria ocorrido em janeiro de 2020, antes do oficialmente apontado até então. Wang disse que essa data tem sido revisada para mais cedo várias vezes, e sugeriu que casos registrados em vários locais dos EUA poderiam apontar para o surgimento do vírus em várias localidades. E também rechaçou as críticas dos americanos à suposta falta de transparência da China no assunto, dizendo que o país já convidou especialistas da Organização Mundial de Saúde (OMS) duas vezes para investigar a questão.

Além disso, o porta-voz falou sobre uma reunião de assessores de segurança nacional dos Brics, grupo de emergentes que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Segundo ele, trata-se de um grande evento, previsto ainda para este ano, que permitirá a troca de ideias e a cooperação em campos como saúde, segurança, contraterrorismo e segurança cibernética.

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