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Caso Melissa de Almeida Araújo: Marido, delegado e testemunha prestam depoimento no 1ª dia de julgamento

Conforme a Justiça Federal do Paraná, somente um dos acusados estaria presente, os demais irão prestar depoimento de forma virtual dos presídios onde estão....

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Por Paulo Eduardo

Os cinco acusados de envolvimento na morte da psicóloga Melissa de Almeida Araújo, na cidade de Cascavel, em maio de 2017, estão passando por julgamento. O Tribunal do Júri está sendo realizado no auditório da Sede Ahú da SJPR de Curitiba.

Conforme a Justiça Federal do Paraná, somente um dos acusados estaria presente, os demais irão prestar depoimento de forma virtual dos presídios onde estão.

Seguindo os protocolos de biossegurança, em razão da pandemia, pela manhã foi realizada a testagem dos jurados. Na sequência foi realizado o sorteio para depois se iniciar a seleção da formação do conselho de sentença.

Hoje foram ouvidas a vítima sobrevivente, o policial civil marido da Melissa de Almeida Araújo, o delegado da Polícia Federal, Marco Smith, que conduziu as investigações, e uma testemunha civil que era proprietário de uma residência alugada pelos acusados.

Os trabalhos retomam amanhã, às 9 horas, com a continuação da oitiva das testemunhas de acusação.

O Caso

A vítima foi brutalmente assassinada por ser agente na Penitenciária Federal de Catanduvas. Segundo as investigações, o crime foi motivado em represália à atuação regular do Estado brasileiro no controle da disciplina interna nas unidades do sistema carcerário federal.

Segundo a acusação, os denunciados agiram no interesse da maior facção criminosa que atua em todo território nacional, movidos pelo propósito de vingança a funcionários e autoridades do Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN), e também motivados pela ideia de intimidação de toda a categoria de agentes penitenciários federais.

Melissa foi morta em frente ao condomínio onde morava com o marido e o filho, residência distante 55 km de Catanduvas. A psicóloga teve sua rotina monitorada por pelo menos 40 dias e foi considerada um alvo de “fácil alcance”, de acordo com as investigações. Por se tratar de crime contra a vida de servidor público federal no exercício de suas funções, a competência para julgamento é do Tribunal do Júri da Justiça Federal.

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