Embraer reverte prejuízo e anota lucro de R$ 212,8 milhões no 2º trimestre

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) alcançou R$ 1,03 bilhão no segundo trimestre de 2021, ante resultado...

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Por Agência Estado

A Embraer reportou lucro líquido ajustado de R$ 212,8 milhões no segundo trimestre do ano, revertendo prejuízo líquido de R$ 1 bilhão no mesmo período do ano passado, informou a fabricante brasileira nesta sexta-feira (13). Trata-se do primeiro lucro líquido ajustado trimestral desde o primeiro trimestre de 2018.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) alcançou R$ 1,03 bilhão no segundo trimestre de 2021, ante resultado negativo de R$ 1,1 bilhão em igual intervalo de 2020. Com isso, a margem Ebitda foi de 17,5% no período, ante margem negativa de 40,2% um ano antes.

No segundo trimestre, a Embraer entregou 14 aeronaves comerciais e 20 executivas (12 jatos leves e oito grandes), totalizando 23 jatos comerciais e 33 executivos (22 jatos leves e 11 grandes) entregues no primeiro semestre. A carteira de pedidos firmes (“backlog”) encerrou o trimestre em US$ 15,9 bilhões, ante US$ 15,4 bilhões um ano antes.

A receita líquida totalizou R$ 5,9 bilhões de abril a junho, avanço de 107% sobre igual intervalo do ano passado. No período, a companhia gerou fluxo de caixa livre de R$ 215,7 milhões.

“Esse aumento substancial foi impulsionado por um crescimento significativo em todos os segmentos de negócio da companhia”, destacou a empresa no balanço. As receitas da aviação comercial subiram 261% sobre o segundo trimestre de 2020; as de aviação 74%, as de Defesa & Segurança 97%; e as de Serviços & Suporte 52%.

“A Embraer espera que no segundo semestre ocorra um maior número de entregas em relação ao primeiro, especialmente impulsionadas pelas entregas de jatos executivos, que sazonalmente tendem a ser maiores no quarto trimestre do ano”, informou a fabricante no texto que acompanha o balanço.

Projeções

A Embraer também divulgou hoje suas projeções para o ano de 2021, quando espera uma receita líquida consolidada entre US$ 4 bilhões e US$ 4,5 bilhões, com margem Ebit ajustada entre 3% e 4% e margem Ebitda ajustada entre 8,5% e 9,5%.

A companhia projeta para o ano a entrega de uma faixa entre 45 e 50 aviões comerciais e entre 90 e 95 jatos executivos. Já o fluxo de caixa livre de ficar entre US$ 150 milhões negativo e zero.

“A Embraer espera que o uso de fluxo de caixa livre seja consideravelmente menor em 2021 do que em 2020, como resultado de uma melhora na receita, na rentabilidade e na contínua eficiência de custo”, explica.

Além disso, afirma, projetos para melhorar a eficiência do capital de giro, combinados com menores necessidades de investimentos e gastos com desenvolvimento, também contribuirão para o menor uso de caixa livre no ano.

“É importante notar que a estimativa de fluxo de caixa livre não inclui quaisquer potenciais entradas de caixa de venda de ativos não essenciais ou qualquer parceria estratégica que possa ser fechada durante o ano”, diz a empresa.

Cenário

A Embraer afirma que continua operando em um ambiente de maior incerteza do que o normal devido ao impacto da pandemia da covid-19 em vários dos seus mercados de atuação. Segundo a empresa, a irregularidade nas taxas de acesso, distribuição e aplicação da vacina, combinada com novas cepas do vírus, fazem com que os níveis de risco e incerteza permaneçam elevados no momento.

Por outro lado, acrescenta, o progresso da vacinação em muitas áreas do mundo levou a uma menor incidência de casos com uma diminuição também dos casos graves, melhorando, assim, a confiança das pessoas em viajar, particularmente em viagens de lazer com menores deslocamentos.

A empresa ressalta que as aeronaves da Aviação Comercial da Embraer estão entre as líderes em utilização, em comparação com as aeronaves concorrentes, à medida que a indústria se recupera da pandemia, uma vez que oferecem maior flexibilidade às companhias aéreas neste ambiente incerto.

“Além disso, durante a pandemia, um número crescente de indivíduos de alto poder aquisitivo optou pelo uso da aviação executiva como alternativa de deslocamento, devido à redução da capacidade ofertada pelas companhias aéreas aliado ao desejo por um meio de transporte com menos exposição a grandes multidões e com maior controle de viajantes na mesma aeronave”, comenta.

Os jatos executivos de pequeno e médio porte, afirma, tiveram um bom desempenho de vendas nessa recuperação, uma vez que a Embraer está muito bem posicionada com seu portfólio de Phenoms e Praetors. O segmento de Serviços & Suporte da Embraer também tem apresentado constante melhora desde os piores níveis da pandemia à medida que aumenta o tráfego aéreo comercial e executivo, levando a receita de volta aos níveis pré-pandemia.

Segundo a Embraer, o segmento de Defesa & Segurança não sofreu um impacto imediato da pandemia nos seus resultados, embora haja sinais de que o orçamento de alguns clientes importantes tenha sido afetado após os gastos para combater a pandemia e seus impactos econômicos. “No entanto, a companhia segue confiante que nos próximos anos, seu portfólio de produtos no segmento de Defesa & Segurança terá um aumento de demanda mundialmente”, diz.

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