Bolsas de NY fecham mistas, com recordes do Dow Jones e S&P 500

No fechamento, o Dow Jones avançou 0,62%, aos 35.484,97 pontos, e o S&P 500 subiu 0,25%, aos 4.447,70 pontos. Já o Nasdaq recuou 0,16%, aos 14.765,14...

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Por Agência Estado

As bolsas de Nova York fecharam mistas nesta quarta-feira. Os índices Dow Jones e S&P 500 renovaram seus recordes de fechamento pelo segundo dia consecutivo, enquanto o Nasdaq teve baixa. A principal notícia do dia em Wall Street foi o resultado do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, que mostrou desaceleração ante o mês anterior, em linha com as expectativas. Dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) também discursaram nesta quarta-feira.

No fechamento, o Dow Jones avançou 0,62%, aos 35.484,97 pontos, e o S&P 500 subiu 0,25%, aos 4.447,70 pontos. Já o Nasdaq recuou 0,16%, aos 14.765,14 pontos.

O CPI dos Estados Unidos teve crescimento de 0,5% ante junho, como divulgado pelo Departamento de Trabalho do país. O resultado ficou em linha com a mediana das expectativas de analistas consultados pelo Projeções Broadcast. Já o núcleo da inflação, que exclui itens voláteis como energia e alimentos, registrou avanço de 0,3%, abaixo do 0,4% esperado. De acordo com os analistas, porém, a persistência nos gargalos de oferta e uma tendência de aumento salarial no país podem manter o indicador em um nível elevado por mais tempo do que o Fed espera.

A inflação é acompanhada de perto pelo mercado porque é considerado pelo Fed em suas decisões de política monetária.

Presidente da distrital de Kansas do Fed, Esther George atribuiu o recente avanço dos preços nos EUA a uma série de desequilíbrios de oferta e demanda e reconheceu que a variante delta do coronavírus pode provocar atrasos na recuperação econômica pelas incertezas que gera. Ela ainda disse identificar que a economia americana atingiu os requisitos de “progressos substanciais adicionais” estabelecidos pelo Fed para o fim das compras ativos.

Já o presidente da distrital em Dallas, Robert Kaplan, defendeu à CNBC que a retirada de estímulos da economia seja anunciada em setembro e colocada em prática no mês seguinte. “É hora de tirar o pé do acelerador”, disse.

O presidente do Fed de Atlanta, Raphel Bostic, reforçou que a alta da inflação nos EUA se dá por fatores temporários e disse que um mercado de trabalho aquecido não fará com que o Fed eleve suas taxas de juros, a não ser que se comprove um problema inflacionário que se sustente.

Entre as ações em destaque nesta sessão, estão a Caterpillar, com avanço de 3,55%, e a Nucor, com alta de 3,91%.

Já os papéis da Moderna caíram 15,64%. De acordo com a Dow Jones Newswires, na terça, o analista do Bank of America Geoff Meacham publicou uma nota questionando o valor de mercado da empresa, que está em US$ 200 bilhões. Em sua análise, o preço deveria ser 75% abaixo do atual.

O JPMorgan afirma manter sua posição pró-risco neste mês, dado o forte crescimento global, à medida em que a demanda reprimida do consumidor é desencadeada pela recuperação da pandemia, e com a política monetária ainda acomodatícia. “Continuamos vendo a economia global acelerando neste segundo semestre, conforme os ventos contrários da pandemia diminuam e a atividade do setor de serviços se normalize”.

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