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Vacina pentavelente segue em falta e preocupação de pais aumenta

Ministério da Saúde prevê normalização no fornecimento em janeiro......

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Por Mariana Lioto

Há vários meses a CGN vem noticiando a falta de vacina pentavalente nos postos. O ano vai terminar sem que a situação seja normalizada. O Ministério da Saúde, órgão federal responsável pela distribuição das doses, prevê nova remessa em janeiro.

A vacina pentavalente garante a proteção contra a difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e contra a bactéria haemophilus influenza tipo b, responsável por infecções no nariz, meninge e na garganta.

A filha de Eliseu Rosa dos Santos completa três meses amanhã (28). A primeira dose da vacina deveria ter ocorrido quando ela tinha dois meses. Alguns dias antes a família procurou a unidade do Santo Onofre, mas não recebeu nem a dose nem nenhuma previsão.

“Deus o livre se acontece alguma coisa. Quem vai se responsabilizar? Meu sobrinho já ficou internado 30 dias por meningite, a doença é grave. Não sabemos o que fazer”.

As vacinas fornecidas pelo Ministério da Saúde são feitas fora do Brasil e desde julho houve problema. A demanda é de 800 mil doses por mês.

O Ministério da Saúde informa que distribuiu mais de 4,7 milhões de doses da vacina pentavalente aos estados de todo o país neste ano, sendo mais de 247 mil para Paraná. A última remessa da pasta foi feita em outubro, com o envio 885 mil doses para todo o país e 40 mil para Paraná.

“Uma nova remessa aguarda parecer da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) para posterior liberação da Anvisa. Tão logo essas doses sejam liberadas para uso, serão distribuídas aos Estados. A previsão de regularização do Ministério da Saúde é janeiro de 2020”.

Falta

A remessa de vacina pentavalente, adquirida por intermédio da OPAS, foi reprovada em teste de qualidade feitos pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e análise do Ministério da Saúde. Por este motivo, as compras com o antigo fornecedor, a indiana Biologicals E. Limited, foram interrompidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que pré-qualifica os laboratórios. A pasta solicitou reposição do fornecimento à OPAS, pois ela não é fabricada no Brasil. Foi feita nova aquisição de 8 milhões de doses e essas vacinas começaram a chegar de forma escalonada em agosto no Brasil. Quando os estoques forem normalizados, o Sistema Único de Saúde (SUS) fará busca ativa pelas crianças que completaram dois, quatro ou seis meses de idade, entre os meses de agosto e novembro, para vaciná-las.

“A distribuição de todas as vacinas nos municípios é de competência das Secretarias de Saúde dos Estados. Os pais que por ventura não conseguiram vacinar seus filhos devem procurar as salas de vacinação nos municípios e programarem a vacinação das crianças, conforme o cronograma de imunização. O funcionamento das salas de vacinação é responsabilidade dos municípios”, diz o Ministério da Saúde, em nota.

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