IPA agropecuário sobe 6,38% no IGP-M de dezembro; IPA industrial avança 1,63%

Em 2019, o IPA acumulou alta de 9,08%, acima do IGP-M cheio, que registrou avanço de 7,30% no ano. Os preços ao produtor agropecuário acumulam inflação...

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Por Agência Estado

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) acelerou a 2,84% em dezembro, de 0,36% em novembro, informou nesta sexta-feira, 27, a Fundação Getulio Vargas (FGV). O comportamento foi puxado por uma aceleração tanto nos preços do IPA agropecuário, que avançou de 2,84% para 6,38%, quanto do IPA industrial, cuja taxa passou de -0,45% para 1,63%.

Em 2019, o IPA acumulou alta de 9,08%, acima do IGP-M cheio, que registrou avanço de 7,30% no ano. Os preços ao produtor agropecuário acumulam inflação de 16,80%, enquanto os produtos industriais tiveram alta de 6,57%.

Em dezembro, dois estágios de produção mostraram alta nas suas taxas. A inflação dos Bens Finais avançou de 0,77% para 3,31%. A principal influência sobre o grupo partiu dos alimentos processados, cuja taxa acelerou de 2,66% para 6,78% no período. Com isso, em 2019, o grupo acumula inflação de 7,93%.

Os Bens Intermediários desaceleraram de 0,49% em novembro para 0,43% em dezembro, acumulando 2,14% de inflação no ano. Na margem, o principal responsável pelo movimento foi o subgrupo materiais e componentes para construção, cujo porcentual passou de 0,48% para -0,07%.

Já as Matérias-Primas Brutas aceleraram de -0,23% em novembro para 5,03% em dezembro, puxadas pelo comportamento do minério de ferro (-11,21% para 3,38%), bovinos (8,02% para 19,57%) e café em grão (3,60% para 15,57%). Por outro lado, contribuíram para segurar a alta do grupo cana de açúcar (1,22% para -0,63%), laranja (8,90% para -2,50%) e mandioca (9,55% para 6,45%).

As Matérias-Primas Brutas acumulam alta de 19,19% em 2019, a maior entre os estágios de produção do IPA.

Influências individuais

Além dos bovinos, minério de ferro e café em grão, também contribuíram para puxar a taxa do IPA para cima em dezembro a carne bovina (8,60% para 20,37%) e o milho em grão (8,23 para 9,92%).

Por outro lado, além da cana de açúcar e da laranja, os itens celulose (-5,21% para -5,28%), intermediários para resinas e fibras (-0,38% para -2,34%) e biscoitos e bolachas (-0,46% para -2,02%) mostraram desaceleração e ajudaram a conter a alta do indicador.

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