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‘Vamos virar pedintes’: promotor de MG reclama do salário de R$ 24 mil durante reunião

O estado passa por grave crise não haverá aumento salarial, caso seja assinado o acordo de recuperação fiscal...

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‘Vamos virar pedintes’: promotor de MG reclama do salário de R$ 24 mil durante reunião

Diante do possível cancelamento do aumento de salário, Procuradores de Justiça de Minas Gerais se manifestaram em uma reunião realizada ontem para discutir o orçamento de 2020.

Caso o estado que passa por uma grave crise assine o acordo de recuperação fiscal com o Governo Federal, aumentos de salários para servidores ficam impedidos até que as contas voltem a ficar equilibradas.

Durante a reunião, o Promotor Leonardo Azeredo dos Santos se pronunciou e se disse insatisfeito com o salário de R$ 24 mil que recebe mensalmente. Ele pede que as propostas sejam revistas, pois ele não tem origem humilde e não está acostumado a fazer economia.

“Todos nós aqui estamos beirando os 30 anos de carreira e este salário é relativamente baixo, principalmente para quem tem mulher e filhos. Tem colega aqui que precisa pagar pensão para a ex-mulher e os filhos, como que o cara vai viver com R$ 24 mil? Eu estou baixando o meu padrão de vida, mas vou sobreviver. Eu pago R$ 4500 por mês de IPTU e condomínio. Eu não tenho origem humilde, não estou acostumado com limitação”.

Ainda durante a manifestação, o Promotor diz que está vivendo a base de remédios e que os demais colegas de profissão terão que virar pedintes por conta da baixa remuneração.

“Aqui está cheio de gente que diz que somos perdulários [pessoa que gasta excessivamente], mas é gente que não gasta um centavo, só vive economizando. Eu quero saber se ano que vem a gente vai ficar nesse ‘mizerê’. Quem vai querer ser promotor? Eu sinceramente a minha parte estou fazendo, estou deixando de gastar R$ 20 mil de cartão de crédito para gastar só R$ 8 mil. Eu e vários outros colegas estamos vivendo a base de comprimidos. A gente vai virar pedinte agora? Será que eu to pedindo muito para o cargo que eu ocupo?”.

Em resposta ao pronunciamento do Promotor, o Ministério Público informou que não estuda a adoção de benefício aos servidores por conta da grave crise que Minas Gerais passa.

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