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Economia

Apesar de sinais mistos em Nova York, Ibovespa sobe

A Bolsa brasileira caminha para o terceiro dia seguido de valorização. Nesta sexta-feira, 6, os investidores avaliam os dados do mercado de trabalho dos Estado...

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A Bolsa brasileira caminha para o terceiro dia seguido de valorização. Nesta sexta-feira, 6, os investidores avaliam os dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos. Em agosto, foram criadas 130 mil vagas. O número ficou abaixo da mediana da previsão de analistas consultados pelo Projeções Broadcast, de geração de 150 mil vagas.

A taxa de desemprego permaneceu em 3,7%, como o esperado. Já o salário médio por hora dos trabalhadores subiu 0,39% no mês passado, superando as estimativas.

Às 11h19, o Ibovespa subia 0,42%, aos 102.676,38 pontos.

Em tese, a menor geração de postos de trabalho ante julho (164 mil) e em relação às projeções sugere arrefecimento da economia norte-americana, o que, conforme um operador, reforça a expectativa de corte na taxa de juro dos EUA. Neste sentido, tende a abrir espaço para mais recursos para a B3. As bolsas norte-americanas têm sinais mistos

A visão de afrouxamento monetário no Brasil também deve ganhar corpo por aqui e poder ser mais um fator a dar brecha para impulsionar a Bolsa, diz um operador. Nesta sexta, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto, que desacelerou a 0,11%, após 0,19% em julho.

A taxa ficou ligeiramente acima da mediana de 0,10% das estimativas na pesquisa do Projeções Broadcast, cujo intervalo ia de 0,07% A 0,24%. Em 12 meses, o IPCA acumula 3,43%, depois de 3,22% antes, aquém do centro da meta de 4,25% para 2019. As expectativas iam de 3,39% a 3,52%, com mediana e média de 3,42%. Há pouco, o Bradesco reduziu sua projeção para a Selic de 2019 e de 2020, de 5% para 4,75%.

Hoje, o Bradesco reduziu a previsão para a taxa básica de juros da economia brasileira, de 5% para 4,75% este ano, nível que deve ser mantido até o fim de 2020. O banco manteve, no entanto, a projeção de alta em 0,8% para o Produto Interno Bruto (PIB), mas diminuiu a estimativa para o dado de 2020, de 2,2% par 1,9%. Conforme o economista-chefe do Bradesco, Fernando Honorato Barbosa, a modificação na projeção para o PIB do próximo ano tem "100% a ver" com o cenário externo, que está ficando mais desafiador.

O banco deixou inalterada a expectativa para o IPCA em 2019 em 3,5% e de 2020 em 3,9%. Para o câmbio, a previsão passou de R$ 3,80 para R$ 4,00 este ano. Para 2020, a estimativa foi mantida em R$ 3,80.

Quanto aos EUA, ontem, lembra a Rico Investimentos em nota, dados de indústria e serviços melhores que o esperado nos EUA aliviaram parte dos riscos de recessão no país, levando o mercado apostar majoritariamente em um corte de 0,25 ponto na reunião do FOMC no próximo dia 18. "Diante dessas informações, o discurso que será dado por Jerome Powell presidente do Fed, banco central dos Estados Unidos, às 13h30, pode levar volatilidade ao mercado."

No entanto, a queda do minério de ferro e do petróleo no exterior limitam um pouco o ganho do Ibovespa nesta sexta-feira. Ontem, o índice subiu 1,03%, fechando aos 102.243,00 pontos.

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