Aziz critica ‘rifa de propina’ e diz que emenda agiliza importação de vacina
A manifestação aconteceu em resposta ao deputado e filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que havia divulgado em seu perfil no Twitter que Aziz propôs...
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Por Agência Estado
Em resposta ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PLS-SP), o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid-19, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que a emenda que apresentou – acerca da dispensa de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para importação de vacinas contra a covid-19 – visava agilizar a compra dos imunizantes, “não para o governo federal fazer ‘rifa de propina’ como está ficando comprovado pelas denúncias que pipocam na mídia”.
A manifestação aconteceu em resposta ao deputado e filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que havia divulgado em seu perfil no Twitter que Aziz propôs a compra dos imunizantes pelos entes federativos sem o aval da agência reguladora. “Querem acusar o governo de que? Canalhas!”, escreveu o deputado.
Na última sexta-feira (25), a CPI realizou a oitiva do deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) e de seu irmão, o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda. Durante o depoimento, o deputado afirmou que o ex-ministro da Saúde Ricardo Barros (PP-PR), atual líder do governo na Câmara, seria o responsável por irregularidades na compra da vacina indiana contra a covid-19 Covaxin – desenvolvida pelo laboratório Bharat Biotech.
Em fevereiro, Barros havia apresentado uma emenda para flexibilizar a Medida Provisória 1026/2021, que dispõe sobre as ações excepcionais relativas à aquisição de vacinas e insumos para o combate à pandemia, a fim de facilitar a compra da Coxavin. Além disso, o deputado também propôs um projeto de decreto legislativo que suspendia a exigência da realização de testes da fase 3 dos ensaios clínicos no País como condição para autorização emergencial dos imunizantes.
Segundo o depoimento dos irmãos Miranda, o presidente Jair Bolsonaro foi informado sobre as possíveis irregularidades em 20 de março.
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