
‘Três bateram e quatro não fizeram nada’, diz polícia sobre professor espancando até a morte
Dois estão presos e um permanece foragido. A polícia investiga responsabilidade de outros que estavam na festa... ...
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Por Maycon Corazza
O delegado Tito Lívio Barichello, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), disse nesta quinta-feira (19), que pelo menos sete pessoas participaram direta e indiretamente da morte do professor de Geografia de uma escola particular de Curitiba, Ronaldo Pescador, de 40 anos. O crime aconteceu após uma festa rave no dia 29 de novembro. O corpo da vítima estava enrolado em um tapete e um lençol, amarrados com fios elétricos. Pescador estava no banco do próprio carro, com uma lingerie na boca e sinais de espancamento.
“Temos duas pessoas presas até o momento, o Joe Mateus Mariano e o Marcelo Hotmayer. Uma terceira pessoa, o Guilherme de Jesus Oliveira ,está foragida. Temos fortes indícios que os três espancaram até a morte o professor. Além disso, pelo menos outras quatro pessoas viram tudo e não fizeram nada, podendo ser indiciadas por instigação e cumplicidade ou até mesmo coautoria”, disse o delegado.
Segundo a polícia, Ronaldo estava em uma festa rave no bairro Alto Boqueirão e foi com um grupo até a casa de Joe Mateus, que foi preso na última sexta-feira (13), no centro de Curitiba. Nesta festa, onde provavelmente todos estavam alcoolizados, Ronaldo teria tido atitudes que não agradaram algumas pessoas. O delegado preferiu não falar que atitudes teriam sido essas, mas ressaltou que nada justificaria o espancamento até a morte.
“Não nos cabe aqui julgar a vítima. Nada justifica a tortura e morte de outra pessoa, seja que conduta tivesse”, afirmou.
Dias após o crime, um vídeo gravado com o professor em uma festa rave na sexta-feira (29), começou a circular nas redes sociais. As imagens foram gravadas horas antes de o professor ser encontrado morto.
O corpo do professor estava há dois quilômetros do zoológico municipal de Curitiba, no bairro Alto Boqueirão, na manhã do dia 1º de dezembro, enrolado em um tapete e amarrado com fios elétricos dentro do próprio carro, além de estar com uma peça íntima feminina dentro da boca.
“A peça íntima na boca tinha como objetivo humilhar a vítima e também impedir que gritasse”, completou o delegado. O professor também tinha diversas lesões na cabeça, que podem ter sido feitas com prego, martelo e marreta.
Buscas
A polícia pede ajuda da população para localizar Guilherme de Jesus Oliveira, de 30 anos, que teria participado diretamente do crime.
“Até agora, um joga a culpa no outro e nenhum assume o crime. Mas vamos fazer acareações e a reconstituição de tudo que aconteceu para finalizarmos o inquérito e definirmos assim a participação de cada um. É importante a população nos ajudar para encontrarmos o Guilherme”, finalizou O delegado Tito Barichello.
Qualquer informação sobre o crime ligar para 0800-643-1121.
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