Caso sobre bloqueio de Suez é adiado para estender negociações sobre indenização

A questão gira em torno do valor de indenização que a administração do canal está reivindicado pelo resgate do navio Ever Given. No início, a entidade...

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Por Agência Estado

Um tribunal egípcio adiou neste sábado, 29, o caso envolvendo o bloqueio de Canal de Suez por um navio carga por quase uma semana no início deste ano. O objetivo é estender o prazo de negociações sobre disputa financeira entre a Autoridade do Canal de Suez e o proprietário da embarcação.

A questão gira em torno do valor de indenização que a administração do canal está reivindicado pelo resgate do navio Ever Given. No início, a entidade exigiu US$ 916 milhões em compensação, que mais tarde foi reduzido para US $ 550 milhões, segundo o chefe da autoridade do canal, o tenente-general Osama Rabie. O valor cobriria a operação de resgate, custos de tráfego parado no canal e taxas de trânsito perdidas na semana em que o Ever Given bloqueou a circulação de embarcações.

No entanto, proprietário japonês do navio, Shoei Kisen Kaisha Ltd., e as seguradoras envolvidas ainda consideram que a demanda é muito alta. Anteriormente, haviam oferecido US$ 150 milhões em compensação, mas a oferta foi rejeitada pela administração do canal.

O Tribunal Econômico de Ismailia adiou a audiência para 20 de junho. A decisão aconteceu após o proprietário do navio apresentar uma nova oferta para resolver a disputa fora do tribunal, informou a entidade responsável pelo canal por meio de um comunicado. O documento não forneceu maiores informações.

Desde que foi libertado, o navio de bandeira do Panamá, que transporta cargas entre a Ásia e a Europa, foi ordenado pelas autoridades a permanecer em um lago no meio do canal enquanto seu proprietário e a autoridade do canal tentam resolver a disputa de compensação. Os dois lados trocaram a culpa pelo encalhe da embarcação.

O bloqueio de seis dias interrompeu o transporte global. Centenas de navios esperaram no local pelo desbloqueio, enquanto algumas embarcações foram forçadas a fazer a rota muito mais longa ao redor do Cabo da Boa Esperança, no extremo sul da África, exigindo combustível adicional e outros custos.

Cerca de 10% do comércio mundial flui por meio do canal, uma fonte essencial de moeda estrangeira para o Egito. Cerca de 19.000 navios passaram pelo local no ano passado, de acordo com dados oficiais. Fonte: Associated Press.

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