Sob pressão de UE e EUA, Putin se reúne com ditador de Belarus

Durante o encontro na cidade de Sochi, no Mar Negro, Putin elogiou a reaproximação com Belarus. “Estamos construindo uma união mais forte entre os dois países”,...

Publicado em

Por Agência Estado

O presidente russo, Vladimir Putin, manifestou nesta sexta-feira, 28, apoio ao ditador belarusso, Alexander Lukashenko, em meio às sanções do Ocidente para isolar o regime, que interceptou um avião civil para prender o jornalista dissidente Roman Protasevich, no domingo, 23.

Durante o encontro na cidade de Sochi, no Mar Negro, Putin elogiou a reaproximação com Belarus. “Estamos construindo uma união mais forte entre os dois países”, declarou Putin. “Estamos avançando continuamente nessa direção e esse trabalho já está produzindo resultados concretos para nossos cidadãos.”

“É muito claro o que eles querem de nós, esses amigos ocidentais”, respondeu Lukashenko. “Há uma tentativa de desestabilizar o país para que a situação fique igual a agosto passado”, referindo-se à onda de protestos contra sua contestada reeleição.

Durante o encontro, Putin lembrou do pouso forçado na Áustria, em 2013, de um avião que transportava o então presidente da Bolívia, Evo Morales, como parte da caçada a Edward Snowden, ex-analista da CIA que tinha divulgado várias informações secretas do governo americano. “Não houve nada, apenas silêncio”, disse Putin.

A Rússia tem sido o principal defensor de Belarus depois que Lukashenko ordenou a aterrissagem no aeroporto de Minsk do avião da Ryanair, que seguia da Grécia para a Lituânia pelo espaço aéreo belarusso, alegando uma ameaça de bomba.

Para Moscou, Belarus tem sido transparente no caso. A porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova, acusou ontem os 27 países-membros da União Europeia de comportamento “irresponsável que coloca em risco a segurança dos passageiros” ao pedir que as companhias aéreas evitem o espaço aéreo belarusso.

Em uma demonstração de apoio da Rússia, duas companhias aéreas europeias, Air France e Austrian Airlines, disseram que tiveram de cancelar voos para Moscou, na quinta-feira, 27, pois as autoridades de aviação russas não aprovaram as rotas de voo que evitavam o espaço aéreo de Belarus.

A Rússia e a ex-república soviética vêm se aproximando à medida que as relações de ambos com o Ocidente pioram. Putin prefere a estabilidade de um ditador – Lukashenko é presidente desde 1994 – em um país aliado que até agora serviu como um “Estado-tampão” entre a Rússia e o Ocidente. Belarus separa geograficamente a Rússia de Polônia e Lituânia, membros da Otan, que vem avançando sobre a velha esfera de influência de Moscou.

Mesmo assim, Lukashenko ocasionalmente irrita o Kremlin. Quando os dois não conseguiram chegar a um acordo sobre um novo preço para o petróleo que a Rússia vende a Belarus, em 2019, Moscou cortou o fornecimento. Meses depois, Minsk encomendou seu primeiro carregamento de petróleo dos EUA, em uma tentativa de mostrar aos russos que estaria disposto a recorrer aos rivais.

Agora, porém, chanceleres da UE sugeriram que as sanções futuras poderiam ter como alvo as exportações do potássio de Belarus, a principal fonte de renda do governo de Lukashenko. O país produz cerca de 20% do suprimento mundial usado em fertilizantes. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X