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Siate comemora 31 anos, com redução de 16% no número de vítimas atendidas no 1º trimestre

De acordo com o coordenador do Siate, major Marcos Adolpho Frederick Moro Galeazzi, entre a ligação do cidadão e o atendimento do serviço dos socorristas no...

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Por Diego Cavalcante

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O Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) comemora nesta quarta-feira (26) 31 anos de criação no Paraná. O serviço estadual, que é responsável pelo atendimento pré-hospitalar da maneira mais célere possível, registrou uma redução de 16,87% no número de vítimas atendidas em 2021, se comparado com o primeiro trimestre de 2020. Foi criado em 1990 através de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Segurança Pública, o Instituto de Saúde do Estado do Paraná e a Prefeitura de Curitiba.

De acordo com o coordenador do Siate, major Marcos Adolpho Frederick Moro Galeazzi, entre a ligação do cidadão e o atendimento do serviço dos socorristas no local da ocorrência o tempo médio é de sete minutos. “Com este tempo mínimo, e que já tem sido diminuído ao longo dos últimos anos, o número de vidas salvas, a redução de traumas e sequelas são imensuráveis”, avalia. “Todos os integrantes do Siate saem de casa com o mesmo objetivo, que é salvar vidas, e há 31 anos temos cumprido nosso dever”, diz.

Toda a estrutura de operacionalização para o atendimento parte da Central de Operações do Corpo de Bombeiros após o contato feito através do número de emergência 193. Atende ocorrências com vítimas de acidentes de trânsito, quedas, ferimentos por arma branca ou de fogo, agressões, queimaduras, desabamentos e outros traumatismos.

Mesmo com a pandemia, o serviço prestado continuou disponível à população 24h por dia, e por serem da linha de frente da saúde os operadores e integrantes das ambulâncias têm seguido rigidamente todas as medidas sanitárias estabelecidas, justamente por precisarem fazer contato direto com as pessoas. “Dentre nossos conceitos, o principal é priorizar a vida, temos cuidado muito da higiene pessoal e deixamos claro que cuidar da nossa vida, como socorristas, também é um ato de amor à sociedade”, afirma o major Galeazzi.

ATENDIMENTOS – Em se tratando de vítimas atendidas pelo Siate no Estado, se comparado o primeiro trimestre de 2020 (10.170 vítimas) com o mesmo período de 2021 (8.545 vítimas), a diminuição é de 16,87%. Mesmo com esta redução, o serviço estadual manteve o atendimento integral à população, trabalhando de forma sincronizada com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a qual pertence ao município.

Dentre as situações atendidas pelo Siate, as ocorrências de acidente de trânsito apresentaram redução de 9,6% (caiu de 10.327 no trimestre de 2020 para 9.336 no de 2021), se comparados os três primeiros meses de cada ano. Fevereiro foi o mês que mais apresentou diminuição nesta modalidade (13,46%), sendo 3.632 casos no trimestre do ano anterior e 3.143 no atual.

As ocorrências de queda de plano elevado também apresentaram diminuição (-2,95%) se comparados os trimestres, ou seja, caíram de 1.151 no período de 2020 para 1.117 neste. Os meses de janeiro, de ambos os períodos, foram os que registraram maior queda (15,11%) no número de ocorrências, isto é, foram 417 casos no trimestre do ano passado contra 354 casos neste.

Outro atendimento do Siate é a obstrução de vias aéreas, na qual pessoas acabam se engasgando ou sufocando com alimentos ou objetos. A redução no número total de ocorrências nesta modalidade foi de 13,68% (190 no trimestre de 2020 e 164 no de 2021). Neste caso, em algumas situações, paralelamente ao deslocamento de uma equipe de socorrista até a casa do solicitante, o atendente pode orientá-lo pelo telefone para procedimentos iniciais, os quais serão corroborados com a chegada da equipe no local.

MODUS OPERANDI – De acordo com as informações do Corpo de Bombeiros, no momento em que o cidadão entra em contato com a corporação, por meio do 193, serão solicitadas informações e peculiaridades do ocorrido sobre as vítimas, através de um questionário padrão.

Imediatamente, o médico coordenador do Siate, juntamente com o chefe de Operações do Corpo de Bombeiros, faz a triagem do caso, identifica qual a melhor forma de atendimento para aquela ocorrência e se há necessidade do envio do médico de Área, ou só de socorristas, levando em consideração a gravidade e número exato de vítimas.

Também é definido qual o número de ambulâncias necessárias, quantas vagas serão necessárias na rede hospitalar, quais especialidades serão fundamentais no atendimento imediato, qual o Posto de Bombeiros mais próximo e qual o hospital credenciado mais adequado no momento para o atendimento das vítimas.

“O atendimento prestado pelo Siate é único no Estado quando se coloca em paralelo velocidade e eficiência”, afirma o socorrista Hildeandro Nunes, e que atua no serviço de atendimento há 6 anos. “Os minutos iniciais após um acidente de qualquer natureza são os mais críticos, portanto a celeridade que temos desenvolvido na prestação de socorro em pouquíssimo tempo é o diferencial para o salvamento de uma vida”, acrescenta.

INVESTIMENTOS – Para que seja continuado o serviço prestado pelo Siate, foi desenvolvido e assinado um Termo de Cooperação Técnica em 2020, pelas Secretarias estaduais da Saúde e da Segurança Pública. O termo visa a capacitação de 60 monitores e 600 socorristas (os quais já fazem parte da corporação, porém sem a formação específica) nos próximos cinco anos, a partir deste ano.

Neste trimestre, estão em Curso de Formação de Monitores (Socorros de Urgência) 30 bombeiros socorristas, além de outros 120 bombeiros, que se tornarão socorristas e atuarão em quatro regionais do Estado (Curitiba, Maringá, Cascavel e Londrina). A estratégia de capacitação destes bombeiros inclui turmas híbridas, aulas EAD (a distância), atividades síncronas, aulas parcialmente presenciais e o ativo estágio prático, garantindo ainda a vacinação dos formandos contra a Covid-19.

CONTATO – O número para acionar o Siate é o 193 (estadual), que presta serviços diferentes do Samu (município), visto que o serviço municipal atende principalmente casos clínicos, com suas funções distintas mas com o mesmo fim: salvar vidas.

Fonte: Secretaria de Segurança Pública.

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