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Dólar tem novo alívio em meio ao apetite por risco no exterior e IPCA-15

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,44% em maio, após ter avançado 0,60% em abril, informou nesta terça-feira...

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Por Agência Estado

O dólar recua no mercado doméstico, alinhado à tendência no exterior, e monitora a desaceleração do IPCA-15 de maio, que veio mais fraco que as medianas estimadas pelo mercado na margem e em 12 meses.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,44% em maio, após ter avançado 0,60% em abril, informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo Estadão/Broadcast, que esperavam uma alta de 0,43% a 0,61%, com mediana positiva de 0,54%.

Com o resultado anunciado hoje, o IPCA-15 acumulou um aumento de 3,27% no ano. A taxa em 12 meses ficou em 7,27%. As projeções iam de avanço de 7,19% a 7,43%, com mediana de 7,37%.

Segundo operadores, o resultado do indicador corrobora a sinalização do Banco Central de que a Selic poderá subir mais 0,75 ponto na reunião do Copom de junho. A perspectiva de nova alta do juro básico contribui para aliviar o dólar, pelo potencial de atratividade de recursos uma vez que deve aumentar o diferencial do juro interno em relação às taxas praticadas no exterior.

Lá fora, a moeda americana recua ante pares principais e moedas emergentes e ligadas a commodities diante do persistente apetite por ativos de risco, que volta a deixar os futuros de Nova York em alta e o rendimento dos Treasuries longos, em baixa.

Os ativos financeiros americanos reagem a uma diminuição das preocupações dos investidores com a inflação no País, após sinais de autoridades do Fed de que a alta de preços nos EUA pode ser temporária devido a desequilíbrios entre demanda e oferta com o processo de reabertura da economia, e que o Fed agirá apenas se o movimento inflacionário sair do controle.

Mais cedo, o presidente do Fed de Richmond, Thomas Barkin, afirmou que a demanda reprimida está tendo impacto nos preços. “Estamos observando se salários sofrerão pressão sustentada para cima”, comentou. Segundo ele, a questão no momento não é mais o lado da demanda, mas o da oferta.

As atenções dos investidores devem se voltar ainda para a palestra do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto em evento do BTG (10h). Às 9h26, o dólar à vista caía 0,38%, a R$ 5,3034. O dólar futuro para junho recuava 0,28%, a R$ 5,3065.

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