AMP

Aprovado relatório final da CPI da JMK

Para o relator, o relatório aprovado, com mais de 230 páginas, está consistente e com provas das acusações sobre os indiciados......

Publicado em

Por Maycon Corazza

Os deputados que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Paraná que apura irregularidades no contrato de gestão da frota do Governo do Estado aprovou, por unanimidade, o relatório apresentado pelo deputado Delegado Jacovós (PL) em reunião realizada nesta segunda-feira (16).

Duas emendas ao relatório, apresentadas pelos deputados Luiz Fernando Guerra (PSL) e Tião Medeiros (PTB), foram rejeitadas pelos demais integrantes da Comissão.

A emenda de Guerra pedia a inclusão de três nomes entre os indiciados, já a de Tião Medeiros, em sua essência, considerava que não cabe à CPI fazer um “indiciamento genérico”, conforme o próprio entendimento do Gaeco. Na visão dele, “a CPI não produziu provas suficientes para a individualização de conduta de cada indiciado”.

Para o relator, o relatório aprovado, com mais de 230 páginas, está consistente e com provas das acusações sobre os indiciados. “No meu relatório consta o indiciamento de 19 pessoas. Além daqueles já apontados pela Polícia civil, nós indicamos mais cinco pessoas”, relatou. “A CPI produziu sim resultados positivos nesses seis meses de investigação. Provas oral e documental e também pericial com os relatórios da Polícia. Um vasto conjunto probatório que o Ministério Público poderá utilizar depois em ações penais, civis e de ressarcimento ao erário, já que o relatório aponta a possibilidade de desvio de mais de R$ 100 milhões”, concluiu. O relatório apresenta ainda 12 recomenções, entre elas que o Estado reavalie o modelo de gestão de frota.

A CPI tem o prazo de até 30 dias para apresentar em plenário o relatório final à Presidência da Casa. Após essa apresentação, a Presidência tem o prazo de cinco sessões para fazer a publicação no Diário Oficial, conforme determina o artigo 72 do Regimento Interno da Assembleia, e encaminhar para a discussão e votação em plenário pelos demais deputados.

Participaram desta última reunião da CPI, além do presidente Soldado Fruet (PROS), e do relator, Delegado Jacovós, os deputados Luiz Fernando Guerra, Tião Medeiros, Alexandre Amaro (Republicanos), Michele Caputo (PSDB), Delegado Recalcatti (PSD), Paulo Litro (PSDB) e Delegado Fernando Martins (PSL).

CPI – Ao iniciar a reunião desta segunda-feira, o presidente do grupo de trabalho, deputado Soldado Fruet (PROS), agradeceu a todos os deputados que participaram ativamente das reuniões da CPI e contribuíram no processo. “A participação dos senhores foi fundamental para a identificação das falhas no contrato e conseguirmos entregar um relatório final dando sugestões ao Estado de como proceder em contratações semelhantes evitando a repetição de erros”.

Fruet fez um breve balanço das atividades neste período que resultou em mais de 30 mil páginas de documentos e com 46 pessoas ouvidas pela Comissão. “O objetivo principal para o pedido de abertura desta CPI foi, além de identificar os pontos falhos na contratação, dar uma resposta à população paranaense sobre os reais motivos de faltarem viaturas e ambulâncias nas ruas. Agora, na fase final, digo que toda essa situação envolvendo a contratação da empresa JMK só foi possível em virtude da omissão do Estado em seu dever de fiscalizar a contrata”, disse. “Nossa investigação foi além da realizada pela Polícia Civil. Conseguimos um robusto conjunto probatório indicando a existência de sócios ocultos, faturamento de serviços que não realizou, superfaturamento de peças. E mesmo assim, diante de todas estas falhas na execução do contrato, o DETO se manteve inerte, o que jamais poderia ter ocorrido.

Por fim, o deputado Soldado Fruet ressaltou que o constante no relatório “não faz com que a CPI esteja condenando estas pessoas, uma vez que a CPI não detém poderes para tanto. Cabe à CPI tão somente a investigação dos fatos e encaminhamento ao Ministério Público avaliar se é o caso de oferecer denúncia ou não.

A CPI da JMK foi instalada no mês de junho, para apurar irregularidades na licitação e execução do contrato para gestão da manutenção da frota do Estado entre janeiro de 2015 e maio de 2019. Em seis meses de trabalho, a Comissão realizou 46 oitivas, aprovou 33 quebras de sigilos e expediu 202 ofícios, que resultaram em mais de 30 mil páginas de documentos coletados.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X