Em linha ao exterior, dólar sobe ante real à espera da inflação nos EUA

Como escreveram os analistas da SulAmérica, as principais bolsas de ações internacionais também são afetadas pela expectativa do dado de inflação, operando entre altos e baixos....

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Por Agência Estado

O dólar abriu em alta nesta quarta-feira num início de manhã marcado por grande expectativa sobre a inflação ao consumidor (CPI) nos Estados Unidos. O movimento é totalmente alinhado ao mercado global, onde as principais pares do real estão em queda ante a divisa americana, evidenciando a cautela nas mesas de operação antes do dado americano. Segundo projeções do Estadão/Broadcast, o CPI deve ter avanço de 0,2% em abril ante março e de 3,6% ante abril de 2020.

Como escreveram os analistas da SulAmérica, as principais bolsas de ações internacionais também são afetadas pela expectativa do dado de inflação, operando entre altos e baixos. “Os investidores se mostram preocupados com as pressões inflacionárias que possam levar a elevação dos juros internacionais, impedindo uma retomada mais forte da economia global”, diz boletim matinal da SulAmérica. O Ibovespa futuro recuava 0,44% aos 122.430 pontos perto das 9h20.

O volume de serviços prestados no Brasil caiu 4,0% em março ante fevereiro, na série com ajuste sazonal, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mês anterior, o resultado do indicador foi revisto de uma alta de 3,7% para avanço de 4,6%.

Ainda da agenda do dia, os analistas e operadores darão atenção a discursos de alguns dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). O vice-presidente do Federal Reserve, Richard Clarida (vota) é o primeiro a falar logo depois da divulgação do CPI. Outros falarão à tarde. “No Brasil, vale monitorar os trabalhos da CPI da Covid
no Senado, que hoje contará com a presença de Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação da Presidência”, destaca boletim da corretora Renascença.

Como indica a Renascença, a cena política continua nas mesas dos analistas de mercado. Isso porque o governo deu nova demonstração de grande preocupação com o depoimento do ex-ministro Eduardo Pazuello na CPI da Covid. Com o apoio do Palácio do Planalto, a Advocacia-Geral da União (AGU) prepara um habeas corpus para ser apresentado nos próximos dias ao Supremo Tribunal Federal (STF) e garantir ao ex-ministro da Saúde o direito de ficar calado e não responder a perguntas em depoimento à CPI da Covid. O depoimento está marcado para o próximo dia 19.

Outro pedido que tramita é contra o ministro do STF Dias Toffoli. A Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal a abertura de inquérito para apurar supostos repasses ilegais a Toffoli, envolvendo a venda de decisões judiciais. O pedido tem como base a delação premiada do ex-governador do Rio Sérgio Cabral.

Do mercado de petróleo, a influência para o real é positiva, visto que a commodity tem alta de mais de 1% nos mercados futuros de Londres e Nova York. Os contratos do Brent e do WTI sobem depois de a Agência Internacional de Energia (AIE) divulgar relatório em que cortou sua projeção de alta no consumo global de petróleo este ano em 270 mil barris por dia (bpd), a 5,4 milhões de bpd. Ontem, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reiterou sua projeção de aumento na demanda, em 6 milhões de bpd.

Às 9h19 desta quarta, o dólar spot subia 0,30% aos R$ 5,2391. O futuro, +0,36% aos R$ 5,247. Dollar Index tinha alta de 0,22%.

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