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Economia Brasil

Juros fecham de lado, com viés de baixa, influenciados pelo câmbio e exterior

Os juros futuros oscilaram majoritariamente com viés de queda nesta quinta-feira, acompanhando o alívio no câmbio, por sua vez, em reação ao anúncio do Banco C...

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Juros fecham de lado, com viés de baixa, influenciados pelo câmbio e exterior
Os juros futuros oscilaram majoritariamente com viés de queda nesta quinta-feira, acompanhando o alívio no câmbio, por sua vez, em reação ao anúncio do Banco Central de que vai ofertar moeda no mercado à vista e também em linha com o recuo do dólar no exterior. Houve momentos de estresse à tarde, quando as taxas futuras passaram a mostrar viés de alta, mas que foi apagado na última hora da sessão regular na medida em que o dólar ampliou as perdas e caiu abaixo de R$ 4. De maneira geral, permanece no mercado a avaliação de que os impactos das tensões no exterior, com a guerra comercial entre a China e os Estados Unidos, a inversão da curva dos Treasuries e o cenário eleitoral na Argentina, têm sido bem absorvidos na curva a termo.

Nos juros, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 fechou em 5,47%, de 5,459% na quarta no ajuste. A do DI para janeiro de 2023 encerrou em 6,46%, de 6,471%, e a do DI para janeiro de 2025 passou de 6,951% para 6,94%.

"O mercado de juros está num limiar estranho. Temos um cenário internacional preocupante que sugere abertura para as taxas, mas, ao mesmo tempo, também temos o dólar em queda fazendo o contraponto", disse Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset. Ele vê o anúncio do BC como um fator que deve estimular a desmontagem das posições de hedge cambial, em função do aumento do custo de manter proteção na moeda americana que deve resultar da queda do cupom cambial. Com isso, a expectativa é de recuo para a divisa dos EUA ou, ao menos, de alta limitada.

Apesar da volatilidade no câmbio, seguem quase sem alteração as expectativas para a política monetária de curto prazo, o que contribui para conter a alta das taxas em momentos de estresse.

"Os IGPs negativos estão provando que não há repasse do câmbio para os preços", diz Vieira. A FGV informou que o IGP-10 de agosto teve deflação de 0,47%, bem acima da mediana das estimativas, que apontavam taxa negativa de 0,28%.

Um sinal de que a curva tem absorvido os choques externos sem sustos é o fato de que as apostas para a queda da Selic pouco se alteraram nos últimos dias, mesmo com o câmbio tendo furado os R$ 4.

Nos cálculos da Quantitas Asset, a probabilidade embutida nos DIs de corte de 0,5 ponto porcentual da Selic na próxima reunião do Copom teve leve desaceleração, de 62% na terça-feira, para 53% quarta e quinta.

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