Conecte-se conosco

Cascavel

O que dizem os vereadores que votaram contra a extinção da Cettrans?

Seis parlamentares se manifestaram contra o fim da companhia...

Publicado em

O que dizem os vereadores que votaram contra a extinção da Cettrans?
Divulgação

Na tarde de terça-feira (13), a Câmara de Vereadores de Cascavel decidiu acabar com a Cettrans (Companhia de Engenharia de Transporte e Trânsito) e criar a autarquia Transitar, para cuidar das questões relacionadas ao trânsito. Treze vereadores foram favoráveis a extinção, mas seis preferiram votar contra e argumentam seus posicionamentos.  

O excesso de ações trabalhistas movidas por funcionários da companhia esteve no centro dos debates durante a sessão extraordinária que colocou fim à companhia.

O vereador Paulo Porto (PCdoB) criticou o projeto do Executivo e disse que o único argumento visível é o desejo de reforçar os cofres públicos com a receita da Cettrans. Ele criticou o fato de não haver uma discussão sobre projetos de trânsito, fiscalização e debate sobre mobilidade urbano.

“O Executivo insuflou, de forma perigosa e demagógica no senso comum dizendo que vai acabar com a indústria da multa”, afirmou o vereador sugerindo que, por conta disso, o projeto ganhou simpatia da população.

Serginho Ribeiro (PDT) afirmou que é preciso analisar o projeto com mais propriedade e discussões. Ele disse que se houve algum tipo de acordo nas ações trabalhistas, os envolvidos devem responder por isso, mas é inadmissível colocar todo mundo no mesmo bojo. Ele também destacou o fato de que as demissões dos funcionários devem ter um impacto de aproximadamente R$ 40 milhões em rescisões trabalhistas.

Fernando Hallberg (PDT) mostrou preocupação com a transposição de cargos dos funcionários e disse que legalmente isso é impossível. “A Prefeitura anunciou que vai fazer isso, mas nós fomos atrás e descobrimos que não pode ser feito”, declarou. Para ele, a migração da companhia para autarquia deveria ter sido feita de forma planejada.

Para a vereadora Nadir Lovera (Avante), a mudança de regime jurídico não representa a solução dos problemas do trânsito de Cascavel, que são crônicos, segundo ela. “Entendo que não é mudando o nome que as coisas se resolvem. O erro, no meu entender, é de gestão”, declarou.

Segundo a vereadora, estão tentando passar a responsabilidade dos erros históricos da Cettrans aos servidores públicos. “O que deve ser revisto, e investigado, é a motivação que levou tantos servidores a mover ações trabalhistas contra o órgão”, afirmou.

Motivação política 

O vereador Madril também votou contra a extinção e disse que desde o início a companhia nunca teve um presidente com autonomia para trabalhar. Ele também questionou a inércia dos presidentes e prefeitos ao longo dos anos que não perceberam a indústria de ações trabalhistas dentro da Cettrans. Para ele, ao anunciar com antecedência que Vander Piaia será o liquidante da companhia, o prefeito Leonaldo Paranhos está pensando em apoio político para as eleições de 2020, já que o economista e ex-prefeito é presidente estadual do PTB.

Pedro Sampaio (PSDB) também vê questões políticas na extinção da Cettrans. “O desespero de uma eleição antecipada está acontecendo com a máquina pública nesse momento”, afirmou. Ele lembrou que na audiência pública foi deliberado pela não extinção, mas que isso não foi levado em consideração.



Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação - Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.

Clique aqui e participe do nosso grupo no whatsapp

Publicidade
Publicidade