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Economia

Ação do BC argentino alivia pressão e juros futuros reduzem alta no fechamento

O nervosismo do cenário externo manteve os juros futuros em alta durante toda a sessão desta segunda-feira, mas à tarde o movimento perdeu um pouco da força, d...

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O nervosismo do cenário externo manteve os juros futuros em alta durante toda a sessão desta segunda-feira, mas à tarde o movimento perdeu um pouco da força, depois que o Banco Central da República Argentina (BCRA) interveio no mercado elevando os juros e limitando a pressão sobre o câmbio. Também contribuiu para o alívio a ampliação da queda dos rendimentos dos Treasuries, que bateram mínimas. As taxas curtas encerraram praticamente estáveis. De maneira geral, porém, a avaliação é de que o impacto da aversão ao risco foi limitado sobre a curva, graças ao quadro interno de otimismo com as reformas, com a inflação e aposta na queda da Selic.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 passou de 5,389% para 5,40% e a do DI para janeiro de 2023, de 6,351% para 6,39%. O DI para janeiro de 2025 fechou com taxa de 6,88%, de 6,851%. O volume de contratos negociados foi pouco acima da média, ainda mais considerando o fato de ser segunda-feira, quando normalmente o apetite pelos negócios é baixo.

As primárias na Argentina foram o assunto do dia, com o mercado dando como certa a vitória do candidato da oposição Alberto Fernández, que tem a ex-presidente Cristina Kirchner em sua chapa. Ele venceu o atual presidente, Mauricio Macri, que tenta a reeleição, por 47% a 32%. Analistas consideram o quadro de difícil reversão, tanto em função da diferença, de 15 pontos porcentuais, quanto pela proximidade do pleito, em 27 de outubro.

O temor do mercado é o retorno da política intervencionista, com mão forte do Estado. "O risco é a volta da política econômica populista e aqui, mesmo que estejamos claramente em outro sentido, na hora da aversão ao risco todo mundo é colocado no mesmo saco", afirmou a gestora de renda fixa da Mongeral Investimento, Patricia Pereira.

As turbulências no país vizinho, ainda que tenham levado o dólar às máximas, de volta aos R$ 4, por enquanto não comprometem a percepção sobre a Selic. De acordo com a Quantitas Asset, a precificação da curva apontava 60% de possibilidade de queda da taxa básica para 6% no Copom de setembro. "Com o câmbio nesses níveis ainda dá para cortar, mas se for para R$ 4,30 poderia inibir novas quedas", disse o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno.

Além da Argentina, o mercado esteve mais pessimista sobre um acordo entre a China e os Estados Unidos, depois da afirmação do presidente Donald Trump de que irá avaliar se a próxima rodada de diálogos agendada para setembro será mantida. A demora para um desfecho acentua as preocupações sobre o crescimento global e, com isso, sugere a necessidade de ampliação das políticas de relaxamento monetário pelos bancos centrais. O rendimento da T-Note de dez anos caiu ainda mais à tarde, quando bateu em 1,628% na mínima, ante o patamar de 1,74% na sexta-feira.

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