Relator diz que marco da geração distribuída deve ser votado semana que vem

“Cada vez que se injeta energia de um painel solar no sistema, evita-se o uso de térmicas, e isso beneficia todos os brasileiros”, disse durante apresentação...

Publicado em

Por Agência Estado

O deputado federal Lafayette de Andrada (Republicanos-MG) informou que o projeto de lei que cria o marco regulatório da mini e micro geração distribuída deve ser votado na semana que vem, e, se aprovado, vai democratizar o uso da fonte solar no País e baratear a conta de luz dos brasileiros, com a instalação de sistemas remotos compartilhados. Segundo Andrada, relator do projeto, até 2032, a expectativa é de que a geração fotovoltaica distribuída leve a uma economia de R$ 154 bilhões para todos os o consumidores, e não apenas de geração solar, com a substituição de usinas termelétricas mais caras.

“Cada vez que se injeta energia de um painel solar no sistema, evita-se o uso de térmicas, e isso beneficia todos os brasileiros”, disse durante apresentação do projeto na Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura.

De acordo com Andrada, as novas regras da geração distribuída remota compartilhada vão possibilitar a instalação de painéis solares em mais locais, barateando o preço e dando acesso à tecnologia a quem hoje não tem recursos nem telhados individuais. Atualmente, 85% da população não tem acesso à energia solar.

Ele criticou a proposta da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), apoiado pelas distribuidoras de energia elétrica, de taxar o segmento em 62%, quando hoje paga apenas uma pequena taxa de disponibilidade. “Isso acabaria com a geração de energia solar no Brasil”, afirmou.

Na avaliação do parlamentar, a solução “é um caminho do meio”, cobrando a chamada “taxa fio B”, que hoje não é paga, que gira em torno dos 25% a 28% da fatura da conta de luz, e a Tarifa do Uso do Sistema de Transmissão da Geração Distribuída (Tusd G), além de impostos e a taxa que a empresa que instalar o sistema fotovoltaico vai cobrar para os consumidores.

Hoje, existem no Brasil 14.700 empresas integradoras de energia solar, informou. “De acordo com o meu substitutivo, com a remota compartilhada, uma conta de R$ 105 vai ser transformada em uma conta de R$ 75, é bom para a Dona Maria, para o Seu José. Estamos democratizando o uso de energia solar no Brasil”, explicou.

Andrada ressaltou ainda a importância da micro e minigeração distribuída para a economia brasileira, que desde 2012, foi responsável por 140 mil postos de trabalho e uma arrecadação tributária da ordem de R$ 5,9 bilhões. Em 2020, em plena pandemia, o segmento recebeu R$ 11 bilhões em investimentos, gerando 74 mil empregos. Este ano, a previsão é de que sejam investidos R$ 16,7 bilhões.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X