Sem caixa, prefeitura do Rio quer US$ 30 milhões de fora para despoluir Lagoa

Sem dinheiro em caixa, o município espera conseguir o montante junto a investidores, principalmente de fora do País. O secretário municipal de Meio Ambiente, Bernardo Egas,...

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Por Agência Estado

Um dos cartões postais do Rio, a Lagoa Rodrigo de Freitas ganhou mais uma promessa de que será despoluída. Um projeto da prefeitura do Rio propõe aumentar as trocas de água com o mar, o que, segundo estimativas, renovaria 90% da Lagoa a cada 30 dias. Para isso, seriam construídos quatro grandes dutos subterrâneos para fazer a ligação com o mar sob o Jardim de Alah. Falta, contudo, um “detalhe”: um a verba US$ 30 milhões (R$ 124 milhões), necessária para custear a obra.

Sem dinheiro em caixa, o município espera conseguir o montante junto a investidores, principalmente de fora do País. O secretário municipal de Meio Ambiente, Bernardo Egas, está em Madrid na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-25). Apresentará o projeto nesta quinta-feira, 12.

“Queremos organizar uma grande força-tarefa para a Lagoa, através de diversas conversas com moradores, com pessoas que realmente se importam com ela. Temos uma série de desafios”, explica o secretário.

O projeto de revitalização da Lagoa Rodrigo de Freitas é dividido em quatro etapas. As três primeiras não precisam de nenhum investimento extra, bastando apenas um esforço conjunto de órgãos da própria prefeitura do Rio.

“A primeira etapa é o mosaico da Lagoa. Hoje ela tem seis Unidades de Conservação ao redor, e a gente acha que é muita coisa, são muitos gestores. Vamos consolidar (em uma só)”, diz Egas. “A fase dois é o cuidado da orla. Há deques quebrados, árvores que estão mortas e precisam ser substituídas, árvores com pragas… Vamos fazer parcerias com empresas que queiram cuidar do mobiliário. E a terceira fase é em parceria com a Rio Águas, para fiscalização do despejo de esgotos na Lagoa.”

É na quarta fase, contudo, que está o grande salto para despoluir a Lagoa. Baseado em um estudo comandado pelo professor Paulo Cesar Rosman, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o trabalho se baseia na ideia é renovar a água usando somente a força da natureza. Esse trabalho requereria o trabalho de máquinas pesadas e os US$ 30 milhões de dólares.

Segundo a pesquisa da UFRJ, a melhor maneira de despoluir – e de forma perene – a degradada Lagoa Rodrigo de Freitas é mudar sua água. E isso pode ser feito usando apenas a força da maré, mas para tanto é preciso ligá-la de forma mais efetiva com o mar.

Pelo projeto, a ligação seria feita aproveitando o já existente canal do Jardim de Alah, na divisa entre Ipanema e Leblon. A diferença é que as trocas de água seriam feitas por quatro dutos subterrâneos, a serem construídos, cada um deles com 2,6 metros de diâmetro. Eles desembocariam mar adentro, 200 metros distantes da orla, sem nenhum prejuízo aos banhistas. A previsão é de que a obra dure um ano.

Financiamento

Com os cofres municipais combalidos, a Secretaria municipal de Meio Ambiente acredita que conseguirá levar o projeto adiante com o auxílio de investidores estrangeiros. A intenção é apresentar a despoluição da Lagoa Rodrigo de Freitas como um projeto para a cidade, sem vinculação com governos, até porque haverá eleições municipais no próximo ano.

“A ideia é fazer um convênio com uma instituição que tenha expertise na administração de recursos para projetos desse tipo”, afirma Egas. “É importante dar autonomia para uma instituição que vá captar e fazer a administração desse recurso com transparência. Vamos também criar um conselho gestor para acompanhar toda a utilização desse recurso, para que ele seja utilizado nisso.”

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