EUA: militares apontam crescimento de risco de confronto com China sobre Taiwan

A preocupação com Taiwan surge no momento em que Pequim ganha novas forças após anos de crescimento militar. O país tornou-se mais agressivO com Taiwan e...

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Por Agência Estado

Militares americanos estão alertando que a China provavelmente está acelerando seu cronograma para assumir o controle de Taiwan, a ilha que tem sido a principal fonte de tensão entre Washington e Pequim por décadas e é vista como um gatilho possível para um estado um confronto entre Estados Unidos e China.

A preocupação com Taiwan surge no momento em que Pequim ganha novas forças após anos de crescimento militar. O país tornou-se mais agressivO com Taiwan e mais assertivo nas disputas de soberania no Mar Sul da China. A relação também se tornou mais conflituosa com Washington. Altos funcionários chineses trocaram farpas públicas e rudes com o secretário de Estado, Antony Blinken, em negociações no Alasca no mês passado.

Um movimento militar contra Taiwan, no entanto, seria um teste do apoio dos EUA à ilha que Pequim vê como uma província separatista. Para o governo do presidente Joe Biden, poderia representar a escolha de abandonar uma entidade democrática amigável ou arriscar o que poderia se tornar uma guerra total por uma causa que não está no radar da maioria dos americanos. Os EUA há muito se comprometem a ajudar Taiwan a se defender, mas deliberadamente não deixaram claro até onde iriam em resposta a um ataque chinês.

O porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, expressou nesta quarta-feira, 7, “grande preocupação” com o que chamou de padrão de esforços chineses para intimidar na região, incluindo Taiwan. “Temos indicações de que os riscos estão realmente aumentando”, disse o almirante Philip Davidson, o comandante militar mais graduado dos EUA na região da Ásia-Pacífico, a um painel do Senado no mês passado, referindo-se a um movimento militar chinês em Taiwan.

Também nesta quarta, o ministro das Relações Exteriores de Taiwan, Joseph Wu, disse que a ameaça militar contra seu país está aumentando e, embora tenha dito que ainda não era “particularmente alarmante”, os militares chineses nos últimos anos têm conduzido o que ele chamou de exercícios mais perto da ilha. Fonte: Associated Press.

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