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Delegacia de Crimes Raciais abre investigação para apurar racismo no BBB

O episódio foi relatado por João Luiz, que desabafou durante o programa de segunda-feira, 5: “Muita gente aqui pode não saber, mas no sábado aconteceu uma...

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Por Agência Estado

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O cantor sertanejo Rodolffo, um dos participantes da atual edição do “Big Brother Brasil”, o BBB 21, é investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro pelos comentários racistas que fez durante o programa. No último sábado, 3, ele comparou o cabelo do concorrente João Luiz, que é negro, ao da peruca de monstro pré-histórico que teve de usar.

O episódio foi relatado por João Luiz, que desabafou durante o programa de segunda-feira, 5: “Muita gente aqui pode não saber, mas no sábado aconteceu uma situação no quarto cordel que estava eu, Caio, Rodolffo e Juliette, e eu tô dizendo isso aqui agora porque pra mim, é um momento de muita coragem, de poder estar falando isso aqui agora. Rodolffo chegou a fazer uma piada comparando a peruca do monstro da pré-história com o meu cabelo. Então, isso pra mim, tocou num ponto muito específico. O jogo pode ser sim coisas que a gente vive aqui dentro, mas tem que ser um jogo de respeito.”

Rodolffo se surpreendeu e manteve a comparação “Se todo mundo observou como era a peruca do monstro… acredito eu que era um pouco semelhante”.

Chorando, João seguiu seu desabafo: “Lá dentro, no quarto, me calei, fiquei calado, mas você não sabe o quanto aquilo que você falou me machucou. Machucou muito. Não adianta você vir com discurso de que não foi sua intenção, de que você não teve a intenção, que eu estou cansado de ouvir isso e não é só aqui dentro, é lá fora também. Nunca ninguém tem a intenção de machucar, nunca ninguém tem a intenção de fazer as coisas com a gente. Por que, que não é mais fácil pra você reconhecer que errou, cara? E você fala pra mim que você quer ser melhor e você acabou de reafirmar, você tá reafirmando a mesma coisa que você falou”, concluiu.

Em nota, a Polícia Civil afirmou que a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) instaurou procedimento para apurar o crime de preconceito racial. “Imagens estão sendo analisadas e as investigações seguem em andamento”, diz a nota.

O crime de injúria racial, tipificado no parágrafo 3º do artigo 140 do Código Penal, prevê prisão de um a três anos a quem ofende a dignidade ou o decoro de alguém usando “elementos referentes a raça, cor, etnia” e outros.

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