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Apesar de recuo em NY, Ibovespa sobe acima dos 115 mil pontos

Outro sinal de realização vinha do setor varejista, com destaque para ViaVarejo, que tinha alta de 4,57%, puxando a lista de maiores ganhos. O Ibovespa subia...

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Por Agência Estado

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Depois de testar mínima intraday a 114.610,07 pontos, o Ibovespa tenta seguir alta, destoando da queda da maioria das bolsas de Nova York. Porem, para um operador, não há novidades no noticiário que justifiquem a alta. “Está com jeito de ser mais um movimento de correção”, diz, ao referir-se ao recuo de ontem, de 1,47%, aos 114.835,43 pontos. As ações da Petrobras subiam entre 1,68% (PN) e 1,18% (ON), apesar do recuo acima de 1% do petróleo no mercado internacional.

Outro sinal de realização vinha do setor varejista, com destaque para ViaVarejo, que tinha alta de 4,57%, puxando a lista de maiores ganhos. O Ibovespa subia 0,53%, aos 115.438,74 pontos.

Além da falta de motivadores para os mercados, o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus, acrescenta que há muita incerteza no radar, seja interna, seja externa. Hoje, os títulos do Tesouro dos EUA voltaram a subir, renovando máximas, num indicativo de preocupação do mercado com a possibilidade de escalada da inflação no país diante da perspectiva de aceleração da retomada econômica.

“Novamente os títulos deram uma esticada forte, e isso está desequilibrando os mercados, com investidores ficando sem saber o que fazer nesse último dia da semana. Enquanto o Fed (Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos) não sinalizar algo na linha de aumento de juros, fica essa insegurança”, afirma.

Além de preocupações com a inflação nos EUA, a pandemia de covid-19 continua amedrontando investidores, à medida que mais medidas de restrição social estão sendo implementadas na Europa, o que ajuda a empurrar as bolsas para o negativo. “No Brasil, temos também preocupações com lockdowns que estão sendo adotados, e agora que passou a PEC do auxilio emergencial, o mercado quer saber será o próximo passo na linha do fiscal”, diz Laatus.

De certa forma, as ações do Banco do Brasil não reagem à renúncia de André Brandão ao cargo de presidente da instituição, após ficar seis meses no cargo. O funcionário de carreira do BB Fausto de Andrade Ribeiro foi indicado para ocupar o posto. Os papéis chegaram a até subir, mas às 11h25 cediam 0,43%.

Como as ações do BB acumulam perdas em torno de 20% em 2021, de certa forma já precificando que em algum momento haveria a saída, Gustavo Akamine, analista da Constância Investimentos, pondera que talvez o recuo hoje, se acontecer, não seja tão expressivo. “Mas fica em xeque como ficará o ganho de rentabilidade esperado nas ações após a renúncia de Brandão. De maneira geral, o corpo técnico é bem avaliado, mas seria interessante que fosse alguém de mercado para ocupar o cargo, que teria uma aceitação melhor”, avalia.

O analista ainda acrescenta que outro ponto importante é ver como o novo presidente estará sujeito a intervenções no plano de melhorias do banco, ao ponto de evitar especulações a respeito de ingerência política na instituição.

Esse temor de influência em estatais se junta a preocupações com o avanço da pandemia de covid-19 no Brasil, com o aumento de mortes pela doença e com a demora no processo de imunização. “Se tem uma piora da pandemia – e há -, tem mais pressão por mais auxílio e menos espaço para colocar uma agenda fiscal forte. O Banco Central até subiu o juro de 2% para 2,75%, mas tem uma limitação do efeito”, observa.

Na quinta-feira, o governo federal publicou em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) a Medida Provisória 1.039, que recria o auxílio emergencial a vulneráveis. O benefício será pago a 45,6 milhões de brasileiros, em quatro parcelas com valores entre R$ 150 e R$ 375 cada. Já o presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disparou um movimento pela volta do Refis (programa de parcelamento de débitos tributários) e quer agilizar a tramitação nos próximos 30 dias.

A agenda de indicadores esvaziada cede espaço à corporativa, com destaque para o prejuízo líquido ajustado de R$ 70,3 milhões da Embraer no quarto trimestre, ante perdas de R$ 383,6 milhões no mesmo período de 2019. Os papéis da companhia cediam 3,30%. Já o lucro líquido da Hapvida atingiu R$ 94,3 milhões no período, queda de 55,2%. O Ebitda, por sua vez, subiu 15,2%. As ações subiam 1,15%, enquanto Cyrela avançava 2,35%. A empresa apresentou lucro líquido de R$ 261 milhões no quarto trimestre de 2020, alta de 75,1% em relação ao mesmo intervalo de 2019.

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