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Após se recusar a cumprir escala, soldado da PM é preso pelo crime militar de recusa de obediência; Em surto, ele teria destruído sala no 6º BPM

Segundo as informações, o servidor público estaria, desde o mês de dezembro, se recusando a realizar trabalhos administrativos, descumprindo escalas. ...

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Por Fábio Wronski

Na noite de ontem, quarta-feira (17), uma confusão foi registrada no 6º BPM (Batalhão da Polícia Militar) de Cascavel, após um soldado ser detido pelo crime militar de recusa de obediência.

Segundo as informações, o servidor público estaria, desde o mês de dezembro, se recusando a realizar trabalhos administrativos, descumprindo escalas.

O militar, conforme levantado pela CGN, teria sido considerado apto pela junta médica da Polícia Militar do Paraná, para o retorno às atividades.

Três médicos, sendo pelo menos um deles psiquiatra, liberaram o servidor para desempenhar as funções administrativas, as quais ele estaria se recusando a cumprir.

Ontem, após ser escalado novamente e descumprir as determinações, não aparecendo para o serviço, ele foi preso pelo crime militar de recusa de obediência.

Durante o flagrante, o soldado teria se recusado a assinar os documento sobre as autuações e ainda teria tentado fugir, quando foi encaminhado à cela localizada no Batalhão da Polícia Militar.

Revoltado com as medidas tomadas, o militar teria danificado toda a estrutura do espaço reservado à detenção, cometendo um nove crime, agora, o de dano ao patrimônio público.

Como é sabido, a Polícia Militar de Cascavel vem sofrendo com a grande demanda de ocorrências, principalmente em razão às fiscalizações do Decreto Estadual.

Novas escalas foram montadas para que a instituição pudesse atender toda a demanda proporcionada pela Pandemia, sendo que os casos habituais, em atendimento de ocorrências de emergência, não cessaram.

A reportagem conversou com alguns militares, os quais confirmaram a informação que o servidor envolvido no fato já teria abandonado o trabalho no meio do serviço, sobrecarregando o efetivo.

Em outras conversas, militares relataram que o homem está está com problemas psicológicos e as ações que aconteceram seriam provenientes de um surto.

O caso está sendo acompanhado pelo comando, sendo que mais um inquérito policial militar foi montado, para que o caso seja esclarecido.

A Polícia Militar emitiu uma nota sobre o ocorrido, leia:

Sobre a prisão de um policial militar na data de ontem, o Comando do 6º Batalhão vem informar que o Policial Militar estava afastado do serviço operacional por situação de tratamento psicológico. De forma protocolar a Instituição ofereceu auxilio por meio de atendimento psicológico e transporte para ser avaliado pela Junta Médica da Instituição, tendo o policial militar inclusive descartado transporte institucional e se recusado a comparecer em determinada avaliação médica e, quando finalmente compareceu, foi considerado apto para o serviço administrativo, devendo ficar afastado somente das ruas, podendo retornar ao trabalho interno, onde seria empregado em função administrativa simples. Entretanto, decidiu de forma individual, contrariando avaliação médica especializada, a não comparecer mais ao trabalho administrativo para o qual estava regularmente escalado e notificado, e em razão disso cometeu crime militar do artigo 163 do Código Penal Militar. O 6º Batalhão esclarece ainda que ofereceu auxílio psicológico, locomoção, e que todas as medidas tomadas foram pautadas na legislação e que o Auto de Prisão em Flagrante foi encaminhado para a Vara da Auditoria da Justiça Militar para apreciação.

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