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Dólar recua com exterior positivo e olha IPCA-15 abaixo da mediana

A desaceleração da alta do IPCA-15 de fevereiro, de 0,48%, abaixo da mediana do mercado (0,50%), mas no maior patamar para o mês desde 2027 (0,54%)...

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Por Agência Estado

O dólar recua nesta quarta-feira em linha com a tendência internacional em meio à melhora do sentimento de risco no exterior. Investidores precificam sinais de arrefecimento da pandemia de coronavírus nos EUA e a possibilidade de votação do pacote fiscal americano na Câmara dos Representantes ainda nesta semana.

A desaceleração da alta do IPCA-15 de fevereiro, de 0,48%, abaixo da mediana do mercado (0,50%), mas no maior patamar para o mês desde 2027 (0,54%) ajuda ainda na queda dos juros curtos, mas não tende a mudar as apostas para o Copom de março, que por enquanto apontam para chance maior de alta de 50 pontos-base da Selic. O aumento esperado da Selic contribui para um dólar mais fraco pela possibilidade de atração de capitais estrangeiros para o País.

Mas, o mercado segue preocupado com o risco fiscal, após adiamento da votação da PEC Emergencial, que era esperada para esta quinta-feira (25) no Senado, para a semana que vem. A inflação também segue no radar, visto que as expectativas para IPCA de 2021 estão piorando a cada semana na pesquisa Focus, o que limitaria a queda do dólar e dos juros longos.

Mais cedo, o Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) avançou 1,07% em fevereiro, variação maior do que a de 0,93% ocorrida em janeiro. As maiores influências de alta no INCC-M de fevereiro vieram de tubos e conexões de ferro e aço (5,15% para 9,63%).

A confiança do consumidor subiu 2,2 pontos em fevereiro ante janeiro, na série com ajuste sazonal. “O início da campanha de imunização contra a covid-19 no País e a possibilidade de reedição do auxílio emergencial parecem ter reduzido o desânimo do consumidor em fevereiro”, diz Viviane Seda Bittencourt, coordenadora das Sondagens do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

No exterior, o dólar opera com viés de baixa ante moedas principais e algumas divisas emergentes pares do real, como peso mexicano, peso chileno e rublo russo, diante da sensível melhora no sentimento de risco nos mercados financeiros, com os sinais de arrefecimento da pandemia de coronavírus nos EUA e a possibilidade de votação do pacote fiscal americano na Câmara dos Representantes ainda nesta semana. É esperado ainda o segundo testemunho do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, na Câmara dos Representantes.

Às 9h38 desta quarta-feira, o dólar à vista recuava 0,72%, R$ 5,4029. O dólar para março cedia 0,76%, a R$ 5,4020.

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