
Mulher reclama ao ser trazida de Londrina a Cascavel em carro da saúde com paciente Covid-19: ‘falta de respeito’
O marido dela é Joaquim Ferreira Gomes Neto, de 28 anos, que sofreu queimaduras no último dia 6 enquanto colocava fogo em uma churrasqueira....
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Por Deyvid Alan
Uma mulher que nos últimos dias tem enfrentado dificuldades que nunca imaginou está passando por outra nesta quinta-feira (18), enquanto volta de Londrina a Cascavel depois de realizar procedimentos administrativos na Ala de Queimados do Hospital Universitário londrinense, onde seu marido está internado desde domingo (14) com queimaduras em 50% do corpo.
O marido dela é Joaquim Ferreira Gomes Neto, de 28 anos, que sofreu queimaduras no último dia 6 enquanto colocava fogo em uma churrasqueira.
Era ele quem provia o sustendo da família. Assim, desde então a mulher, Cristiane Maria da Silva, tem passado por dificuldades.
Nesta quinta-feira, ela se sentiu desrespeitada ao ser alocada em um carro da saúde juntamente com um paciente Covid-19 para fazer o trajeto de Londrina a Cascavel.
“Fui para Londrina assinar o papel para o Joaquim fazer a cirurgia e agora estou voltando para casa, mas infelizmente me mandaram uma ambulância do Samu de Cascavel [nas imagens enviadas não é possível identificar que se trata de um carro do consórcio] para me buscar aqui no hospital de Londrina e me levar de volta para Cascavel, só que me mandaram com um paciente positivo para Covid-19. Acho isso uma falta de respeito. Se não queria ajudar, para quê mandou? Tem que ter respeito pelo outro e responsabilidade”, reclama Cristiane.
Ela lembra ainda das recomendações a cerca de pessoas positivadas com a doença causada pelo novo coronavírus:
“Se a pessoa está com Covid-19, tem que estar isolada, não passível de transmitir o vírus para outra pessoa. Vocês mesmos [poder público] falam que estão cuidando da população, mas não estão. Isso é falta de respeito”.
Desestabilizada emocionalmente e financeiramente, Cristiane teme agora por sua saúde, além da de outras pessoas que podem ter passado por situação semelhante em carros de transporte de pacientes.
Texto: Fábio Donegá
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