AMP
Fachada do Ministério da Saúde na Esplanada dos Ministérios

Saúde atualiza protocolo clínico para tratamento da Esclerose Múltipla após recomendação da Conitec

O protocolo, agora revisado conforme a oferta da medicação pelo SUS, apresenta critérios de diagnóstico e classificação da esclerose múltipla e condutas terapêuticas, incluindo o tratamento...

Publicado em

Por Deyvid Alan

Fachada do Ministério da Saúde na Esplanada dos Ministérios

Pacientes de Esclerose Múltipla no Brasil já contam com Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para a doença atualizado. Após recomendação favorável da Comissão de Incorporações de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), o documento foi revisado para oferecer pelo SUS tratamento baseado na melhor e mais atualizada evidência disponível. A iniciativa levou em conta a incorporação, em dezembro de 2019, do medicamento fumarato de dimetila para tratamento de primeira linha da doença. A atualização foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (17/2). 

O protocolo, agora revisado conforme a oferta da medicação pelo SUS, apresenta critérios de diagnóstico e classificação da esclerose múltipla e condutas terapêuticas, incluindo o tratamento não medicamentoso e o medicamentoso preconizado em cada linha terapêutica. 

Para atualização do chamado PCDT, o Ministério da Saúde realizou consulta pública sobre o tema entre outubro e novembro de 2020. Toda a sociedade pôde participar, incluindo relatos de experiências e especialistas. As sugestões foram analisadas e receberam recomendação favorável da Conitec. O objetivo dos protocolos clínicos é garantir o melhor cuidado em saúde diante do contexto brasileiro e dos recursos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), além de orientar profissionais de saúde, gestores de saúde e pacientes sobre o diagnóstico e tratamento. 

Os protocolos clínicos estabelecem critérios para o diagnóstico de uma doença ou agravo à saúde; o tratamento preconizado, com os medicamentos e demais produtos apropriados; as posologias recomendadas; os mecanismos de controle clínico; e o acompanhamento e a verificação dos resultados terapêuticos a serem seguidos pelos gestores do SUS. A periodicidade da revisão é importante para atualizar o documento com as evidências científicas mais modernas, visando garantir tratamentos no SUS baseados em evidências atuais. 

ESCLEROSE MÚLTIPLA 

A esclerose múltipla é uma doença que atinge principalmente adultos jovens, na faixa etária entre 20 e 50 anos, e compromete o sistema nervoso central. A doença é autoimune e caracteriza-se pela desmielinização da bainha de mielina, envoltório das células nervosas (axônios) por onde passam os impulsos elétricos que controlam as funções do organismo. 

Esse dano gera interferências nessa transmissão e diversas consequências para os pacientes, como alterações na visão, no equilíbrio e na capacidade muscular. 

A forma remitente-recorrente é a mais comum e evolui em surtos, cujos sintomas ocorrem de maneira súbita com posterior recuperação parcial ou total.

A prevalência média da doença no Brasil é de 8,69 para cada 100 mil habitantes. No mundo, estima-se que entre 2 e 2,5 milhões de pessoas convivam com a Esclerose Múltipla. 

Fonte: Ministério da Saúde

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X