MP defende a suspensão do contrato para realizar GP de Fórmula 1 em São Paulo

O parecer do MP reforça a determinação feita em janeiro pelo juiz Emílio Migliano Neto, da 7ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça de...

Publicado em

Por Agência Estado

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) defendeu na segunda-feira a suspensão do contrato feito pela Prefeitura de São Paulo com a empresa MC Brazil Motorsports Ltda. para promover a etapa brasileira de Fórmula 1. O promotor de Justiça de Mandado de Segurança Renato Fernando Casemiro explicou no parecer que o acordo no valor de R$ 100 milhões deve permanecer suspenso enquanto os cofres públicos continuarem com problemas financeiros gerados pela pandemia.

O parecer do MP reforça a determinação feita em janeiro pelo juiz Emílio Migliano Neto, da 7ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça de São Paulo. Na ocasião, o magistrado suspendeu o acordo assinado pela Prefeitura e a nova promotora do GP por considerar uma “verdadeira aberração” um contrato no valor de R$ 100 milhões feito sem licitação e com o conteúdo protegido por cláusulas de confidencialidade. A decisão de suspender o contrato veio após uma ação movida pelo vereador Rubinho Nunes (Patriota), que questionou a utilização de dinheiro público e a contratação da empresa sem licitação.

O promotor do MP cita no seu parecer que, pelo previsto em contrato, uma das parcelas de pagamento terá de ser quitada até o mês de maio. “No mais, creio que a suspensão dos efeitos do contrato deve persistir”, escreveu. O processo que trata sob a suspensão do acordo corre em segredo de Justiça.

No mesmo parecer, o promotor pede para a Prefeitura explicar também os motivos do cancelamento do GP do Brasil de 2020. A etapa seria realizada em novembro do ano passado, mas foi cancelada pela própria categoria por causa da pandemia do novo coronavírus. Neste ano, a corrida está prevista para novembro, mas com o nome de GP de São Paulo e sob responsabilidade de um novo promotor do evento.

A empresa MC Brazil Motorsport Holding Ltda foi a escolhida para organizar o GP pelos próximos cinco anos. Como pagamento pelo serviço, a companhia vai receber cinco parcelas de R$ 20 milhões referentes a cada uma das corridas organizadas. A empresa se tornou a nova promotora do GP do Brasil após substituir a Interpub, que era responsável pela promoção e organização da prova no contrato anterior, finalizado no fim de 2020.

São Paulo renovou o contrato com a Fórmula 1 após vencer disputa com o Rio de Janeiro, que pretende construir um autódromo na região de Deodoro com o apoio do presidente Jair Bolsonaro. O novo empreendimento ainda não saiu do papel por não ter recebido liberação ambiental para dar início à obra. Após tentar levar o GP brasileiro ao Rio e detectar que o autódromo não sairia a tempo, a categoria intensificou as conversas com São Paulo no segundo semestre de 2020 e firmou novo acordo por cinco temporadas.

O Estadão procurou a Prefeitura e a empresa promotora para comentarem o assunto. A Prefeitura de São Paulo, por meio da Procuradoria Geral do Município, afirmou que desconhece o referido parecer até o presente momento. A MC Brazil Motorsport Ltda. não retornou o contato.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X