
Na iminência da volta às aulas, Câmara de Curitiba cobra vacinação emergencial de professores
Apesar de não serem impositivos, os requerimentos aprovados na CMC são uma das principais formas de pressão do Legislativo sobre a Prefeitura de Curitiba, pois são...
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Por CGN 1
O enfrentamento da pandemia do novo coronavírus na capital do Paraná dominou a sessão plenária desta segunda-feira (8) na Câmara Municipal de Curitiba (CMC). Enquanto na Ordem do Dia os vereadores aprovaram multa para quem furar a fila da vacinação e a ampliação do apoio aos empresários, na parte final concordaram em votar com urgência a inclusão da educação na lista de atividades essenciais e a requerer, ao Executivo, a imunização emergencial dos profissionais da Educação. Dos 15 requerimentos votados na segunda parte da Ordem do Dia, 5 sugeriram essa medida administrativa à Prefeitura de Curitiba.
Apesar de não serem impositivos, os requerimentos aprovados na CMC são uma das principais formas de pressão do Legislativo sobre a Prefeitura de Curitiba, pois são manifestações oficiais dos representantes eleitos pela população para representá-los. Hoje, Osias Moraes (Republicanos), Marcelo Fachinello (PSC), Renato Freitas (PT), Carol Dartora (PT) e Professora Josete (PT) tiveram seus pedidos apoiados pela maioria do plenário, em votações simbólicas.
Moraes, por exemplo, requisitou que os professores (203.00035.2021) e que estudantes da rede pública e privada fossem vacinados para evitar a propagação do vírus (203.00029.2021). “Temos que nos precaver, para que não tenhamos que fechar escolas daqui um mês por causa de surtos [de covid-19]. Na cidade de Campinas [SP], mesmo com rodízio de alunos e protocolos sanitários, o número de infectados foi alarmante”, alertou o vereador.
Para Fachinello, Curitiba devia seguir o exemplo internacional e planejar a imunização dos professores, pois eles ficarão expostos a um risco elevado de contaminação (203.00034.2021). “O Reino Unido incluiu seus professores na segunda fase da vacinação. Nos EUA, serão imunizados após os profissionais da Saúde. A Alemanha os incluiu na faixa de alta prioridade e a Itália, amanhã, começa a vacinação de seus professores. Há uma razoabilidade técnica e estratégica na medida”, defendeu o vereador. A volta às aulas em Curitiba deve acontecer no próximo dia 18.
Em seu requerimento isolado, Renato Freitas pediu a vacinação dos profissionais da Educação antes da volta às aulas, assim como a redução da capacidade das salas de aula à metade e testagem ostensiva dos estudantes (203.00033.2021). Em nome da bancada do PT, Carol Dartora pediu o mesmo que os outros vereadores, optando por listar quem deveria ser vacinado com os professores e educadores – funcionários tercerizados da limpeza, merendeiros, bibliotecários, pedagogos, faxineiros, porteiros, zeladores, diretores e servidores da Secretaria Municipal de Educação (203.00037.2021).
No plenário, Professor Euler (PSD) reforçou o coro de quem defendeu a vacinação antecipada dos profissionais da Educação “antes do retorno às aulas”. Diante da escassez das doses do imunizante, João da 5 irmãos (PSL) sugeriu que ao menos fosse realizada uma triagem entre os professores, de forma a vacinar ao menos aqueles que possuam alguma comorbidade e, portanto, estão mais expostos à manifestação mais grave da covid-19.
Moção de apoio
Na mesma sessão, por iniciativa de Mauro Ignácio (DEM), a CMC aprovou uma moção de apoio ao prefeito Rafael Greca por disponibilizar recursos próprios do Município de Curitiba, na ordem de R$ 500 milhões, se isso significar a garantia da imunização dos habitantes da cidade (4416.00001.2021). “Curitiba é uma das capitais mais populosas do Brasil e precisamos dar celeridade ao processo, num cenário em que as doses atuais são insuficientes”, justificou o autor.
Ignácio e Ezequias Barros (Patriota) destacaram que se a cidade dispõe, hoje, de R$ 500 milhões para garantir a vacinação é, em parte, graças ao trabalho dos vereadores da CMC na legislatura passada, que aprovaram o Plano de Recuperação de Curitiba, apesar dos protestos durante as votações. “Muitos de nós [naquele momento, em 2017] não fomos compreendidos e recebemos críticas duras”, ponderou o último, para quem Greca tem feito “um excelente trabalho”.
Crítico à moção de apoio, Dalton Borba (PDT) disse não ver motivo para a aprovação de tal medida, pois agir no sentido de proteger a população do contágio “não é nada mais que a obrigação do governo”. “A disponibilização de R$ 500 milhões não é o caso de uma moção de apoio, tendo em vista que é dever do gestor mover todos os esforços neste sentido”, disse o vereador. Por se tratar de votação simbólica, não há relação nominal com quem apoiou, ou não, a medida – a não ser os registros verbais durante o debate.
Venda de alimentos
Por sugestão de Alexandre Leprevost (SD), a CMC aprovou sugestão ao Executivo para que reveja o decreto em vigor sobre o funcionamento das atividades comerciais em Curitiba (203.00030.2021). A intenção é que seja proibida somente a venda de bebidas alcoólicas em estabelecimentos esportivos e academias, por exemplo. Hoje, qualquer comércio desse tipo está vedado. “Estamos prejudicando ainda mais um segmento que vem passando por graves dificuldades. E também os frequentadores têm o direito a se hidratarem e a se alimentarem posteriormente aos esportes”, defendeu.
As informações são da Câmara Municipal de Curitiba.
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