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Crédito: Divulgação Secom

Indicador Antecedente de Emprego da FGV cai 2,2 pontos em janeiro ante dezembro

O ICD é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto maior o número, pior o resultado. Já o IAEmp sugere...

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Por Agência Estado

Crédito: Divulgação Secom

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) caiu 2,2 pontos na passagem de dezembro de 2020 para janeiro deste ano, para 83,5 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira. Em médias móveis trimestrais, o IAEmp caiu 0,5 ponto. O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) recuou 3,8 pontos no primeiro mês de 2021 ante o último de 2020, para 98,8 pontos. Em médias móveis trimestrais, o ICD avançou 0,8 ponto.

O ICD é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto maior o número, pior o resultado. Já o IAEmp sugere expectativa de geração de vagas adiante: quanto menor o patamar, menos satisfatório o resultado.

O ICD é construído a partir dos dados desagregados, em quatro classes de renda familiar, da pergunta da Sondagem do Consumidor que procura captar a percepção sobre a situação presente do mercado de trabalho. O IAEmp é formado por uma combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, todas apuradas pela FGV. O objetivo é antecipar os rumos do mercado de trabalho no País.

No IAEmp, cinco dos sete componentes avançaram em janeiro. Segundo a FGV, o destaque foram os indicadores que retratam a situação corrente na Indústria e no setor de Serviços, que recuaram 8,3 e 6,9 pontos no mês, respectivamente. Outro indicador de destaque e que contribuiu para o resultado do IAEmp foi o indicador de Emprego Local Futuro dos Consumidores, que diminuiu 6,0 pontos no mês passado, informou a FGV, em nota.

“A queda do IAEmp em janeiro sugere uma perda de ritmo da recuperação do mercado de trabalho. Nos últimos meses o indicador vinha oscilando, mas ainda em patamar abaixo do que era observado no período anterior a pandemia. A provável desaceleração da atividade econômica no primeiro trimestre e o elevado nível de incerteza ainda não permitem que seja possível imaginar uma melhora desse indicador no curto prazo”, diz o texto.

No ICD, houve piora em todas as quatro faixas de renda familiar. Pela segunda vez consecutiva, porém em sentido contrário, a maior contribuição para o resultado foi dada pela classe familiar com renda entre R$ 4,8 mil e R$ 9,6 mil, cujo indicador de Emprego local atual (invertido) reduziu 5,4 pontos na margem, informou a FGV.

“Depois de quatro meses o ICD voltou a cair, mas ainda é preciso cautela com o resultado pois ainda se encontra em nível muito elevado. Os próximos resultados podem confirmar se houve uma inversão da tendência, mas o fim dos programas do Governo, a dificuldade que alguns setores ainda encontram na recuperação e a piora dos números da pandemia ainda não sugerem uma expectativa positiva para os próximos meses”, diz a nota da entidade.

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