Dólar encosta em R$ 5,45, com exterior e ruídos locais

A moeda americana veio ganhando musculatura ante o real desde o fim da manhã, de forma gradual, porém constante. Do lado externo, o movimento foi disparado...

Publicado em

Por Agência Estado

O fortalecimento do dólar ante as moedas fortes no exterior, decorrente da aposta de uma performance melhor da economia americana ante a europeia, levou a moeda americana de volta ao nível perto de R$ 5,45. Mais uma vez, o real teve a pior performance ante as 34 divisas mais líquidas. Operadores relatam ainda certa cautela com o cenário político no curto e médio prazo, bem como um fluxo de saída do País.

A moeda americana veio ganhando musculatura ante o real desde o fim da manhã, de forma gradual, porém constante. Do lado externo, o movimento foi disparado pelo enfraquecimento do euro ante o dólar, levando o índice DXY – em que a divisa comum tem peso de mais de 60% – ao maior nível em mais de dois meses. O lento processo de vacinação contra a covid-19 no Velho Continente preocupa o mercado, em meio também à necessidade de novos lockdowns para evitar o espalhamento de novas cepas.

Ao mesmo tempo, a aposta é de que a economia americana deve performar melhor que o restante do planeta, o que alimenta a procura pela moeda dos EUA. O mercado espera que amanhã o relatório de emprego (payroll) ateste o fortalecimento já visto ontem no ADP – que apura somente os dados do setor privado e mostrou a formação de 174 mil novos postos, de 50 mil esperados.

Além do fortalecimento do DXY, o gerente da tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, observou ainda que houve zeragem de posições na tarde de hoje, o que influenciou no fluxo de saída de moeda do Brasil.

Desta forma, o dólar à vista terminou a sessão cotado em R$ 5,4493 (+1,47%). Na máxima, às 16h29, a moeda foi a R$ 5,4573. A mínima do dia (R$ 5,3568) foi registrada logo cedo, às 10h14. Perto das 18h, o dólar futuro subia a R$ 5,439 (+1,66%) e o DXY operava aos 91,517 pontos (+0,38%).

No lado interno, o mercado de câmbio também tem acompanhado o desenrolar das negociações sobre reformas no Congresso com relativa cautela após o otimismo da semana passada. Dificuldades quanto ao foco das medidas e, principalmente, a adesão do Centrão justificam essas apostas mais conservadoras.

Para esta sexta-feira, além do payroll americano, o mercado de câmbio vai observar o anúncio “de extrema importância” prometido pelo presidente Jair Bolsonaro a respeito dos combustíveis. A repórter Lorenna Rodrigues apurou que o governo discute meios para alongar a periodicidade do reajuste de ICMS sobre o produto, o que vai de encontro a uma demanda dos caminhoneiros, que ameaçaram paralisar no começo desta semana. (com Altamiro Silva Junior)

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X